publicidade
Mundo

Irã volta a fechar o Estreito de Ormuz

Teerã bloqueia canal de petróleo em resposta a bombardeios de Israel no Líbano

Estreito de Ormuz, um estreito entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, visto do espaço (elementos desta imagem fornecidos pela NASA) | Foto: Shutterstock irã
Estreito de Ormuz, um estreito entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, visto do espaço (elementos desta imagem fornecidos pela NASA) | Foto: Shutterstock

O Estreito de Ormuz segue fechado nesta quarta-feira, 8, apesar do anúncio de trégua entre Estados Unidos e Irã. Teerã decidiu manter o bloqueio naval em represália aos novos ataques de Israel contra o grupo terrorista Hezbollah, no Líbano. Segundo a agência Associated Press, a ofensiva israelense em Beirute atingiu áreas civis e deixou pelo menos 112 mortos, o que balançou o acordo de paz assinado havia poucas horas.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

A Casa Branca reagiu à manutenção do fechamento e exigiu a liberação imediata da passagem. Donald Trump afirma que a abertura do canal é condição obrigatória para manter o cessar-fogo de 14 dias. No entanto, o Conselho de Segurança Nacional do Irã rebateu a declaração e sustenta que Washington concordou em manter o controle da via nas mãos dos iranianos.

Marinha iraniana ameaça destruir embarcações

Informações sobre o tráfego na região são conflitantes. A TV estatal do Irã anunciou que um navio cruzou o estreito com permissão, mas fontes do setor de navegação ouvidas pela agência Reuters negam a normalidade. Relatos revelam que a Marinha do Irã ameaça destruir qualquer embarcação que tente passar pelo local sem autorização expressa do regime.

Dados de satélite mostram que apenas dois navios gregos e um cargueiro chinês conseguiram atravessar a área desde terça-feira, 7. O governo iraniano sinalizou que pode suspender o bloqueio total até sexta-feira 10, desde que as negociações de paz avancem. Até lá, a passagem depende de acordos bilaterais específicos, como os que Teerã mantém com Índia e Iraque.

Impacto no mercado de petróleo

A manutenção do bloqueio trava o comércio mundial de energia. A transportadora alemã Hapag-Lloyd ressaltou que o tráfego levará ao menos seis semanas para se normalizar depois de a crise ser resolvida.

O vice-presidente americano, J.D. Vance, classificou a trégua como “frágil” diante da continuidade das hostilidades. Enquanto líderes mundiais pedem cautela, a troca de mísseis e drones entre os países do Golfo persiste. O descumprimento do acordo logo no primeiro dia coloca os Exércitos em prontidão para a retomada dos bombardeios em larga escala.

Leia também: “Otan: o preço da liberdade e o teste da coragem”, texto de Ana Paula Henkel publicado na Edição 316 da Revista Oeste

Confira

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade