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Irã trava Estreito de Ormuz, e petróleo dispara para US$ 110

Teerã condiciona abertura da rota vital ao fim da guerra com Israel e Estados Unidos e provoca salto imediato

Estreito de Ormuz, um estreito entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, visto do espaço (elementos desta imagem fornecidos pela NASA) | Foto: Shutterstock irã
Estreito de Ormuz, um estreito entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, visto do espaço (elementos desta imagem fornecidos pela NASA) | Foto: Shutterstock

O barril de petróleo Brent encostou nos US$ 110 no início da tarde desta quarta-feira, 29. A alta de 5,25% reflete o anúncio do Irã de manter o Estreito de Ormuz bloqueado. Teerã afirmou que a passagem de navios comerciais continuará proibida até o fim do conflito com Israel e Estados Unidos.

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A rota é o principal gargalo energético do planeta e concentra 20% do petróleo consumido no mundo. Desde que a guerra começou, em 27 de fevereiro, o combustível acumula alta de 44%. Antes dos combates, o barril era negociado a US$ 72,48.

Caos no mercado global

O bloqueio iraniano desafia as regras internacionais de navegação. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar proíbe que países impeçam a passagem de navios em estreitos globais. O tratado das Nações Unidas garante o trânsito livre e contínuo para embarcações civis e militares, mas o Irã ignora as normas para pressionar os inimigos.

Analistas preveem um efeito dominó na economia mundial. O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e serve de caminho para fertilizantes e outros combustíveis. A interrupção prolongada ameaça as cadeias de suprimento e deve acelerar a inflação em diversos países logo que os custos de frete subirem.

Pressão e recordes

O mercado de energia vive dias de volatilidade extrema. Nos últimos dois dias, os contratos para entrega em julho avançaram mais de 5%. A cotação máxima desde o início das hostilidades chegou a bater em US$ 120, assim que as primeiras bombas atingiram alvos militares.

Especialistas afirmam que o uso do estreito como arma de guerra é a cartada final de Teerã. O país tenta forçar os Estados Unidos a suspenderem o cerco naval que trava a economia iraniana. Enquanto o impasse diplomático continua, o preço da energia no mundo segue sem teto.

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