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Irã rejeita diálogo com os EUA e critica a política de Trump no Oriente Médio

O impasse ocorre em meio ao aumento das tensões depois de ataques contra alvos em território iraniano

Trump participa de uma reunião do gabinete na Casa Branca em Washington, D.C. - 2/12/2025 | Foto: Brian Snyder/Reuters
Trump mencionou que a nova liderança do Irã teria demonstrado interesse em retomar discussões sobre o programa nuclear do país | Foto: Brian Snyder/Reuters

Os desdobramentos do conflito entre Irã e Estados Unidos ganharam novos contornos depois de autoridades iranianas negarem qualquer intenção de diálogo com Washington, contrariando declarações do presidente dos EUA, Donald Trump.

O impasse ocorre em meio ao aumento das tensões depois de ataques realizados pelos EUA e por Israel contra alvos em território iraniano.

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Apesar de Donald Trump afirmar, no domingo, 1º, que a nova liderança iraniana estaria aberta a negociações, autoridades do Irã rejeitaram essa possibilidade.

“Não negociaremos com os Estados Unidos”, afirmou o presidente do Parlamento, Ali Ardeshir Larijani, em uma publicação no X.

Larijani concentra críticas a Trump

Larijani reforçou as críticas ao presidente norte-americano ao afirmar que “Trump mergulhou a região no caos com suas ‘fantasias delirantes’ e agora teme mais baixas entre as tropas norte-americanas”.

Para ele, o slogan “América Primeiro” foi substituído por “Israel Primeiro”, pois, segundo suas palavras, Trump “sacrificou soldados norte-americanos pelas ambições de poder de Israel”.

Leia também: “Tiro ao alvo no topo do mundo”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 311 da Revista Oeste

O parlamentar também declarou que “as Forças Armadas do Irã não iniciaram a agressão” e que “a nação iraniana está se defendendo”.

No mesmo sentido, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, havia sinalizado ao chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã aceitaria “esforços sérios” para reduzir a tensão, mas sem negociar diretamente com os Estados Unidos.

A rejeição ao diálogo ocorreu em meio à intensificação dos confrontos na região.

Escalada militar e reação dos EUA

Em pronunciamento nas redes sociais, Trump garantiu que a ofensiva dos EUA continuará até que todos os objetivos militares sejam alcançados.

Ele afirmou que o país vai “vingar a morte dos três militares mortos durante a retaliação iraniana”.

“Faço um apelo à Guarda Revolucionária, aos militares do Irã e aos policiais: entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa”, declarou Trump.

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O presidente norte-americano também disse ao jornal britânico Daily Mail que espera que o conflito dure cerca de quatro semanas.

Trump ainda declarou à revista The Atlantic que estaria aberto a futuras conversas com autoridades iranianas, mas não indicou quando isso ocorreria.

Trump mencionou que a nova liderança do Irã teria demonstrado interesse em retomar discussões sobre o programa nuclear do país.

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