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Irã reafirma direito à atividade nuclear e descarta nova rodada de negociações

Embaixador diz que enriquecimento de urânio vai continuar; agência internacional contradiz EUA sobre o impacto de ataques

Amir-Saeid Iravani, embaixador do Irã, durante reunião na ONU: programa de enriquecimento de urânio vai continuar | Foto: Reprodução/Twitter/X
Amir-Saeid Iravani, embaixador do Irã, durante reunião na ONU: programa de enriquecimento de urânio vai continuar | Foto: Reprodução/X

No 633º dia da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, o Irã voltou a reafirmar sua determinação em manter o programa nuclear. O embaixador do país na Organização das Nações Unidas, Amir-Saeid Iravani, declarou, neste domingo, 29, que o enriquecimento de urânio “nunca vai parar”. Segundo ele, trata-se de um direito assegurado pelo Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares para fins pacíficos.

À rede norte-americana CBS News, Iravani afirmou que o Irã está aberto ao diálogo. Rejeitou, contudo, o que classifica de exigências de “rendição incondicional”. Para o diplomata, o momento atual não é propício para novas negociações. “Estamos prontos para conversar, mas, depois dessa agressão, não há condições apropriadas para uma nova rodada de diálogo.”

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Irã pode retomar produção nuclear, diz agência

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmou que o Irã mantém intacta a capacidade de retomar o enriquecimento de urânio e que isso pode ocorrer em poucos meses. A declaração contradiz autoridades dos Estados Unidos, que alegam que ataques militares recentes teriam desmantelado grande parte da infraestrutura nuclear iraniana.

As palavras de Grossi estão em linha com avaliações preliminares da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, que apontam apenas uma interrupção temporária nas atividades iranianas, sem prejuízo estrutural significativo.

Enquanto isso, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, convocou uma reunião emergencial com os chefes das Forças de Defesa e da segurança interna, depois de uma série de ataques violentos de colonos israelenses contra soldados do próprio Exército em áreas da Cisjordânia.

Gallant prometeu “medidas firmes” para coibir a violência e advertiu: “Ninguém ousará levantar a mão contra nossas forças”. Ele também ressaltou o compromisso dos reservistas em serviço desde o ataque terrorista do Hamas, em 7 de outubro de 2023, e afirmou que o governo não permitirá que uma minoria extremista ameace a segurança nacional.

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1 comentário
  1. CÉSAR AUGUSTO LUIZ PEREIRA DA SILVA
    CÉSAR AUGUSTO LUIZ PEREIRA DA SILVA

    Que bom. Chega de enrolação, artimanhas, mentiras, violência. Fim para o regime dos aiatolas genocidas amiguinhos do gamba brasileiro.

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