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Irã enquadra Forças Armadas da UE como grupos terroristas

Teerã ameaça retaliações depois de decisão do bloco europeu contra a Guarda Revolucionária

Bandeiras do Irã
Ao mesmo tempo em que anunciou as medidas contra a UE, o Irã autorizou a libertação sob fiança de Erfan Soltani | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O Irã aprovou neste domingo, 1º de fevereiro, uma resolução que enquadra as Forças Armadas de todos os países da União Europeia (UE) como organizações terroristas. A medida responde à decisão do bloco europeu de incluir a Guarda Revolucionária do regime islâmico na lista oficial de grupos terroristas.

O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que a resolução segue o Artigo 7º da lei iraniana, que trata de medidas recíprocas contra sanções estrangeiras. Segundo ele, o país também passará a tratar os adidos militares europeus em Teerã como membros de entidades terroristas.

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O Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou todos os embaixadores da UE com representação diplomática em Teerã para comunicar formalmente a decisão. Segundo o porta-voz da chancelaria, Ismail Baghaei, a notificação foi entregue por escrito aos diplomatas neste fim de semana.

Durante entrevista, Baghaei afirmou que a resposta representa “uma medida mínima” diante do que chamou de ação “ilegal, injustificada e gravemente errônea” por parte da UE.

Irã liberta manifestante-símbolo dos protestos

Ao mesmo tempo em que anunciou as medidas contra a UE, o Irã autorizou a libertação sob fiança de Erfan Soltani, de 26 anos, preso desde 10 de janeiro. O jovem havia se tornado um dos principais rostos dos protestos contra a ditadura depois de ser detido em casa, na cidade de Fardis.

As acusações contra Soltani incluíam “conspiração contra a segurança interna” e propaganda contra o regime, conforme divulgado pela TV estatal Irib.

+ Leia também: “Irã prende ‘inimigos de Alá’ que socorreram feridos em protestos”

O Departamento de Estado dos Estados Unidos chegou a acusar o regime de planejar uma sentença de morte. Na época, o presidente Donald Trump ressaltou publicamente que Washington receberia com resposta firme qualquer execução de manifestantes. Segundo os familiares, a libertação ocorreu depois que a execução foi suspensa.

2 comentários
  1. David S
    David S

    Os ditadores, malucos e bestiais, estão dando sinais de desespero, diante do quadro que se apresenta.
    Essas bestas, já devem estar à procura de algum país que lhes forneçam asilo, e um belo chiqueiro para vegetar……

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