O governo do Irã anunciou oficialmente nesta quarta-feira, 11, a desistência de sua seleção nacional da Copa do Mundo da Fifa 2026. Em declaração à TV estatal, o ministro do Esporte iraniano, Ahmad Donyamali, sustentou que o país não competirá no torneio sediado por Estados Unidos, México e Canadá em virtude das ações militares norte-americanas.
Donyamali classificou o governo dos EUA como um “regime corrupto”. Além disso, atribuiu a Washington o assassinato de lideranças iranianas e a imposição de conflitos que resultaram em milhares de mortes nos últimos meses.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
A decisão retira o Irã de uma trajetória esportiva ascendente, uma vez que a equipe havia garantido sua quarta classificação consecutiva ao liderar seu grupo nas eliminatórias asiáticas. O sorteio realizado em dezembro posicionou os iranianos no Grupo G, com partidas programadas para Los Angeles e Seattle contra Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
No entanto, Donyamali enfatizou que “não existem condições para a participação”. Ele alegou que a segurança da delegação estaria comprometida em solo norte-americano.
Diplomacia da Fifa e cenários de substituição
O anúncio do boicote choca-se com os recentes esforços diplomáticos de Gianni Infantino. O presidente da Fifa revelou ter se reunido com Donald Trump na manhã desta quarta-feira, ocasião em que o líder norte-americano teria garantido que a seleção do Irã era “bem-vinda para competir” nos Estados Unidos.
Trump minimizou as tensões em declarações anteriores. O chefe da Casa Branca afirmou não estar preocupado com a presença da equipe por considerar que o regime de Teerã sofreu uma derrota militar severa. A ausência iraniana na cúpula de planejamento realizada em Atlanta já sinalizava o isolamento da federação local.
Com a desistência formalizada, a Fifa detém o poder exclusivo de decidir o futuro do grupo G da Copa do Mundo de 2026. O regulamento prevê que a entidade pode manter a chave com apenas três seleções ou convocar um substituto. Entre os cenários avaliados, destaca-se a possibilidade de promover uma equipe da repescagem intercontinental — em que figuram países como Iraque, Bolívia e Jamaica — ou oferecer a vaga diretamente a outra nação da confederação asiática.
A manutenção de um grupo desfalcado é vista como improvável pela organização, dado o potencial prejuízo comercial e a quebra de contratos com patrocinadores globais.
A desistência do Irã foi tema de debate do Esporte Sem Firula desta quarta-feira.
Leia também: “Revista inglesa elege Brasil de 1970 como o maior time da história”






































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.