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Irã alega ser alvo de nova onda de ataques

Infraestrutura do regime é bombardeada poucas horas antes de expirar ultimato dos EUA pela reabertura do Estreito de Ormuz

Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian | Foto: Reprodução/X/@iranin_arabic
Presidente do Irã, Masoud Pezeshkian | Foto: Reprodução/X/@iranin_arabic

O Irã alegou uma série de bombardeios contra alvos civis e militares em diversas regiões do país nesta terça-feira, 7. Os ataques atingiram pontes, rodovias e linhas de trem poucas horas antes de vencer o ultimato dado pelo presidente Donald Trump. Teerã alega que a ofensiva destruiu dezenas de instalações essenciais do regime.

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Donald Trump subiu o tom nesta segunda-feira, 7, e alertou para uma aniquilação total caso o Estreito de Ormuz não seja liberado para o petróleo global. O republicano afirmou que o país pode ser “arrasado em uma única noite” e disparou a frase mais dura da crise nesta terça-feira: “Uma civilização inteira morrerá nesta noite”. Washington exige um acordo imediato para acabar com o bloqueio marítimo.

Caos nos transportes e feridos

As explosões atingiram pontos vitais nos arredores da capital. A agência Mizan confirmou ataques aos trilhos em Karaj, onde socorristas do Crescente Vermelho resgataram feridos entre os escombros. A Guarda Revolucionária relatou a queda de um viaduto. Todas as viagens de trem para Mashhad, a segunda maior cidade do país, foram canceladas.

Forças Armadas estrangeiras emitiram comunicados que confirmam “ataques em grande escala” contra o regime, embora detalhes sobre a localização exata das bombas permaneçam em sigilo. O impacto em ferrovias e rodovias trava o deslocamento de tropas e o abastecimento de mercadorias por todo o território iraniano.

Apagão e crise energética

A infraestrutura elétrica também sofreu danos graves. Bombas destruíram subestações e linhas de transmissão nas cidades de Karaj e Fardis. O ataque deixou bairros inteiros no escuro perto de Teerã. A agência de notícias Isna registrou interrupções no fornecimento logo que as aeronaves deixaram o espaço aéreo.

A tensão atinge o nível máximo com o esgotamento do prazo dado pela Casa Branca. Trump revelou que a noite desta terça-feira pode marcar o início de uma operação militar definitiva dos Estados Unidos. O mercado de energia monitora o conflito, já que o controle do Estreito de Ormuz segue como o centro da disputa entre o Ocidente e o regime islâmico.

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