O governo de Alberto Fernández na Argentina deixou como herança uma taxa de inflação de 160,9% em 12 meses. Novembro é o mês que registrou o maior índice, com 12,8%. Os novos dados foram publicados nesta quinta-feira, 13, pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo da Argentina (Indec)
De janeiro a novembro, o país registrou uma variação de 148,2%, o que projeta um 2023 fechando com taxa próxima de 200%, a maior já registrada desde o fim da hiperinflação. No anúncio das dez medidas econômicas do novo governo, o ministro da Economia, Luis Caputo, previu que o índice de dezembro poderia ser de 20% a 30% e alertou que virão meses difíceis para os argentinos.
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O setor que registrou maior aumento foi o de saúde, com 15,9%, impulsionado por um aumento no preço dos medicamenos, muito ocasionado por uma escassez de insumos de produção. Logo em seguida vem os alimentos e as bebidas não alcoólicas, com 15,7%, sendo que os maiores aumentos foram na água mineral, refrigerante, sucos, verduras e frutas. A comunicação vem em seguida, com 15,2%, por causa de um aumento nos preços dos serviços de telefonia móvel e de internet.
Os reflexos da inflação na Argentina
A taxa não surpreende, pois já era um valor estimado por muitos economistas e consultoras. No dia a dia, os argentinos já sentiam os reflexos nas últimas semanas. Logo depois do segundo turno das eleições presidenciais, chegou ao fim de maneira não-oficial o programa Preços Justos do então ministro e candidato Sergio Massa. O programa mantinha o preço dos alimentos artificialmente mais baixos para amenizar os efeitos da inflação.
O controle de preços chega oficialmente ao fim apenas no fim deste ano, mas desde as eleições os supermercados não recebiam listas atualizadas de controle de preços. Com o fim do Preços Justo, muitos argentinos já relatavam uma piora nos preços, com artigos básicos da alimentação, como mate, saindo de 900 pesos para 1200.
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As carnes também vinham aumentando e são previstas para registrar um aumento considerável. Sem o programa, fornecedores projetam um aumento de 20 a 25% nos alimentos como macarrão, farinha, pães e óleos.
Os setores que registraram menores variações em novembro foram moradia, água, eletricidade e combustíveis (7,1%) e educação (8,3%). Muitos desses são serviços subsidiados pelo governo.
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Revista Oeste, com informações da Agência Estado






































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