Ambos os países decidiram reforçar o número de tropas na fronteira em meio a uma tensão crescente; Índia e China disputam territórios no Himalaia

A Índia e a China admitiram que enviaram mais forças militares na fronteira do Himalaia que é disputado entre os dois países. Um confronto neste mês deixou 20 soldados indianos mortos.
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“Os dois lados permanecem mobilizados em grande número na região, enquanto os contatos militares e diplomáticos para tentar resolver a crise continuam”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Anurag Srivastava.
A autoridade indiana, ao mesmo tempo, acusou a China de iniciar a tensão. De acordo com ele, o vizinho que iniciou o envio de tropas à fronteira.
Os dois países, que são potências nucleares, negam que são responsáveis pelo confronto que aconteceu no Vale de Galwan, no dia 15 de junho. O resultado foi de 20 soldados indianos mortos, a China não informou se aconteceram perdas entre as suas tropas.
“O ponto crucial do problema é que, desde o início de maio, o lado chinês acumulou um grande contingente de soldados e armas” na fronteira, informou o porta-voz indiano.
Ainda de acordo com Srivastava, a China tentou impedir tropas indianas de patrulhar a região. Isso violaria acordos que foram realizados entre os dois países após a guerra que aconteceu em 1962, informou o jornal O Estado de S. Paulo.
Reação indiana
A morte de vinte soldados indianos causou reações raivosas de nacionalistas indianos, como já informou a Oeste.
Militantes ligados ao partido Bharatiya Janata, do primeiro-ministro Narendra Modi, queimaram fotos do presidente chinês, Xi Jinping, e clamaram por um boicote a produtos chineses. Uma empresa chinesa de celulares, a Oppo, cancelou um evento na Índia por temer eventualmente reações violentas.
O governo decidiu diminuir a compra de produtos chineses por meio de uma plataforma local que é utilizado muito para compras governamentais. Setores do governo querem que todos os sites de compra no país sejam obrigados a divulgar todos os produtos que possuem a origem chinesa.
A China ao longo desses últimos 40 anos se transformou em um potência econômica, aproveitou para estender seus interesses por todo o globo, concomitantemente se armou e modernizou suas forças armadas e, agora, resolveu expandir seus interesses políticos, econômicos e estratégicos mas está diante de um provável recuo dos seus “parceiros de globalização”, aqueles que ganharam dinheiro com a China. A pergunta é: a China vai aceitar perder espaços? Teremos uma grande guerra na Ásia? Vamos ver.
China está mexendo as peças no tabuleiro de xadrez, ela quer fazer a diplomacia do porrete para se posicionar numa eventual terceira guerra mundial.