publicidade
Mundo

Imposto sobre flatulência: Dinamarca vai taxar criadores de gado

Decisão deve gerar grandes mudanças no setor agrícola do país

A Dinamarca vai implementar o primeiro imposto do mundo sobre emissões agrícolas, incluindo a flatulência do gado
A Dinamarca vai implementar o primeiro imposto do mundo sobre emissões agrícolas, incluindo a flatulência do gado | Foto: Divulgação/Agência Brasil

A Dinamarca decidiu estabelecer um imposto inédito no mundo sobre emissões agrícolas, incluindo a flatulência do gado. Depois de longas negociações entre partidos políticos, agricultores, sindicatos, indústria e ativistas ambientais, o acordo deve gerar grandes mudanças no setor agrícola do país.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

A partir de 2030, agricultores dinamarqueses terão de pagar 300 coroas (cerca de US$ 43) por tonelada de metano emitido, taxa que vai subir para 750 coroas (mais de US$ 100) em 2035. Com essa medida, o governo acredita que vai conseguir “reduzir as emissões de gases de efeito estufa na pecuária”. As informações são da agência de notícias AFP.

Governo da Dinamarca acredita que medidas vão reduzir poluição

O governo dinamarquês planeja converter vastas áreas agrícolas em florestas. Essa ousada transformação faz parte de um “esforço maior para restaurar a biodiversidade e melhorar a qualidade dos fiordes dinamarqueses”.

A Dinamarca vai implementar o primeiro imposto do mundo sobre emissões agrícolas, incluindo a flatulência do gado
Governo diz que fará ‘o que for necessário’ para alcançar ‘metas climáticas’ | Foto: Divulgação/Pixabay

Jeppe Bruus, ministro responsável pelo acordo, destacou o imenso desafio que terá pela frente. Ele afirmou que o governo fará “o que for necessário para alcançar nossas metas climáticas”.

Além da taxação de metano, o acordo inclui a redução da poluição por nitrogênio, com a meta de cortar 13,78 mil toneladas anuais a partir de 2027. A ideia é “restaurar ecossistemas costeiros”.

+ O Sol é responsável pelas temperaturas, e não o CO2 – Parte 1

De acordo com o jornal dinamarquês The Copenhagen Post, a iniciativa também prevê o plantio de 250 mil hectares de novas florestas e a restauração de 140 mil hectares de turfeiras.

Com cerca de 60% de seu território dedicado à agricultura, a Dinamarca é um dos países com maior proporção de terras cultivadas. Essa nova abordagem representa uma mudança significativa na maneira como o país gerencia suas terras.

Compromisso coletivo com a sustentabilidade

O ministro de Clima, Energia e Utilidades da Dinamarca, Lars Aagaard, disse que o acordo demonstra a “disposição do país para agir” por meio da implementação do imposto. Ele afirmou que isso reflete um compromisso coletivo com a “sustentabilidade” e a luta contra as chamadas “mudanças climáticas”.

Com essa cobrança, o governo quer inspirar outras nações.

Leia também a reportagem “Não foi o aquecimento global” na edição 220 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

4 comentários
  1. Edsonleonardo de aguiar
    Edsonleonardo de aguiar

    NO BRASIL E QUALQUER OUTRO PAIS OU ATE LA NÃO FUNCIONARA , POPULAÇÃO MUNDIAL CRESCENDO E NÓS DIMINUINDO ALIMENTOS ?? OU ENCARECENDO ??? ESSA CONTA NÃO FECHA ! EM PAIS OU LUGAR ALGUM

  2. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Por que a PTzada não paga nada aqui e ainda rouba? Cada palavra, cada gesto, cada entrevista é pior do que 200 bilhões de bovinos!

  3. Ayrton Pisco
    Ayrton Pisco

    A diminuição de áreas destinadas à criação de gado traz, inevitavelmente, a redução do rebanho e o encarecimento da carne pela diminuição da oferta. Mais gente ficará sem comer carne.

    1. Fabiano Vilas Boas
      Fabiano Vilas Boas

      Caro Ayrton,
      Sua observação é falha, pois o Brasil só é o maior produtor de gado porque produz em áreas oriundas de invasões e desmatamentos ilegais, e assim alimentando o gado com pastagens, enquanto outros países não conseguem fazer o mesmo e criam gado com ração.
      Se mudássemos a forma de criação para o modelo europeu, produziríamos mais que o dobro e com respeito ao meio ambiente, mas seria muito mais caro.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.