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Hungria proíbe símbolos LGBT em prédios públicos

O objetivo é proteger o desenvolvimento físico e mental dos menores

Uma pessoa participa da Parada do Orgulho de Budapeste, em Budapeste, Hungria, em 23 de julho de 2022 | Foto: Marton Monus/Reuters
Uma pessoa participa da Parada do Orgulho de Budapeste, em Budapeste, Hungria, em 23 de julho de 2022 | Foto: Marton Monus/Reuters

Nesta sexta-feira, 6, o governo da Hungria proibiu a exibição de bandeiras do arco-íris e outros símbolos ligados à comunidade LGBT em prédios públicos. A justificativa oficial para a medida é a proteção do desenvolvimento físico e mental de menores.

O texto, publicado no Diário Oficial e assinado pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, determina que símbolos relacionados a orientações sexuais e de gênero diferentes, assim como a movimentos políticos que os representem, não poderão ter espaço nos edifícios.

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Em resposta, o prefeito de Budapeste, Gergely Karácsony, afirmou que se recusará a seguir as determinações da administração federal. “A bandeira estará no prédio da prefeitura, pois tem seu lugar lá”, declarou.

Hungria rejeita pautas LGBT+

Em março, o Parlamento da Hungria aprovou uma reforma que veta manifestações públicas que retratem a homossexualidade ou outras minorias sexuais, sob o argumento de que tais manifestações poderiam afetar negativamente o desenvolvimento de crianças.

Leia também: “Está na hora de descarrilhar o trem do orgulho LGBT”, artigo de Andrew Doyle publicado na Edição 30 da Revista Oeste

Apesar das restrições, organizações LGBT+ locais anunciaram que pretendem realizar a Marcha do Orgulho em Budapeste no dia 28 de junho. Mais de 60 deputados “progressistas” do Parlamento Europeu informaram que pretendem participar do evento.

Na última terça-feira, 3, a polícia húngara comunicou a proibição da marcha marcada para 28 de junho, ao utilizar uma lei que permite barrar eventos públicos LGBT+. Ainda assim, os organizadores mantêm a intenção de realizar o ato na capital.

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