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Hamas não opera mais como força militar organizada, afirma ministro de Israel

Yoav Gallant disse que o grupo terrorista está, no momento, envolvido em uma 'guerra de guerrilha'

Terrorista do Hamas invadindo o kibutz Alumim, no sul de Israel, em 7 de outubro de 2023 | Foto: Wikimedia Commons/Divulgação

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, declarou em uma coletiva de imprensa internacional nesta segunda-feira, 9, que o Hamas já não opera como uma força militar organizada depois de 11 meses de conflito no Oriente Médio. A guerra entre o Estado israelense e o grupo terrorista teve início no massacre de 7 outubro de 2023.

“O Hamas, como uma formação militar, não existe mais”, declarou o ministro. “O Hamas está envolvido em uma guerra de guerrilha, e ainda estamos lutando contra terroristas do grupo e procurando sua liderança”, afirmou.

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Gallant fez referência a Yahya Sinwar, nomeado no mês passado o substituto de Ismail Haniyeh. Este foi neutralizado em julho, durante um ataque no Iraque.

Alvos de alto escalão do Hamas são eliminados por Israel

Na madrugada desta terça-feira, 10, o Exército de Israel confirmou um ataque na zona de Khan Younis, localizada no sul da Faixa de Gaza. Os militares descreveram a operação como uma ação conjunta com o serviço de inteligência interno, o Shin Bet.

Israel norte Hezbollah
Forças de Defesa de Israel de prontidão contra um possível ataque | Foto: Reprodução/Pixabay

As Forças de Defesa de Israel visaram, nessa investida, líderes terroristas do Hamas que operavam a partir de um centro de controle sob investigação.

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Em um comunicado, autoridades israelenses informaram que três membros de alto escalão do Hamas foram eliminados no bombardeio.

Entre os terroristas estavam Samer Ismail Jadr Abu Daqqa, líder da unidade aérea do Hamas; Osama Tabesh, chefe do Departamento de Observação e Alvejamento do quartel-general da Inteligência do Hamas; e Ayman Mabhouh, do alto escalão da organização islâmica.

+ Hamas mantém 64 reféns em Gaza, diz AFP

De acordo com os militares envolvidos na operação, todos os alvos participaram dos ataques de 7 de outubro. Há 11 meses, terroristas palestinos de Gaza, sob a liderança do Hamas, mataram 1,2 mil israelenses. Também sequestraram 251, dos quais 97 ainda permanecem em Gaza e 30 já foram mortos.

Negação do Hamas e uso de escudos humanos

O Hamas negou nesta terça-feira a presença de membros do seu grupo na zona humanitária de Khan Younis. Contudo, a estratégia de utilizar civis como escudos humanos tem sido observada em Gaza desde o início do conflito, com esconderijos que funcionam em escolas e até em quartos de crianças.

Leia também o artigo “O braço terrorista da ONU“, de Miriam Sanger, na edição 233 da Revista Oeste

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