publicidade
Mundo

Hamas infiltrou agentes em ONGs internacionais para controlar ajuda humanitária em Gaza, diz relatório

Documentos obtidos por Israel revelam que terroristas vigiavam colaboradores estrangeiros e interferiam em ações assistenciais na região

Hamas Faixa de Gaza terrorismo
O NGO Monitor detalhou como os infiltrados compilavam dados sobre os funcionários estrangeiros das ONGs | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O Hamas manteve controle direto sobre ONGs internacionais que atuaram na Faixa de Gaza de 2018 a 2022. Um relatório divulgado pelo instituto NGO Monitor revelou que os terroristas infiltravam aliados em cargos estratégicos, monitoravam funcionários estrangeiros e direcionavam projetos com base em seus interesses políticos.

O NGO Monitor desenvolveu o relatório com base em documentos internos do grupo palestino. As Forças de Defesa de Israel encontraram os arquivos durante operações recentes em Gaza. Os registros pertencem a um departamento subordinado ao Ministério do Interior do Hamas.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

A investigação mostra que o Hamas escolhia cidadãos da Palestina para atuar como “garantidores” dentro das ONGs. A maioria, portanto, já integrava essas organizações, ocupando cargos estratégicos.

Segundo o relatório, eles atuavam como intermediários entre os terroristas e os grupos de ajuda. Com isso, o Hamas mantinha vigilância constante sobre as ações assistenciais — como o controle da distribuição de recursos na região.

Além disso, os garantidores ajudaram a produzir listas de beneficiários para projetos humanitários, incluindo programas da Organização das Nações Unidas (ONU), sempre com a aprovação do Hamas.

Hamas monitorava vestimenta e religiosidade de colaboradores

O NGO Monitor detalhou como os infiltrados compilavam dados sobre os funcionários estrangeiros das ONGs. Entre os itens monitorados estavam finanças pessoais, tipo e grau de religiosidade, vínculos familiares, filiações políticas e comportamento nas redes sociais.

O Hamas também analisava a aparência e as vestimentas dos colaboradores, especialmente das mulheres. Uma jornalista, por exemplo, teve seu nome registrado com a anotação de que utilizava “roupas de acordo com a moda devido ao seu trabalho”. Outra foi fichada por carregar “fotos constrangedoras” no celular.

+ Leia também: “Líder palestino anti-Hamas é morto na Faixa de Gaza”

“Eles estão inseridos em uma estrutura institucional de coerção, intimidação e vigilância que serve aos objetivos terroristas do Hamas”, informou o NGO Monitor, ao se referir aos trabalhadores estrangeiros sob espionagem do grupo palestino.

Documentos revelam dificuldade de infiltração em entidades norte-americanas

Um memorando do Hamas de 2022 descreveu a infiltração dos agentes como “uma conquista excepcional em segurança e inteligência”. O texto afirma que todos os 55 garantidores, ligados a 48 ONGs internacionais, ocupavam cargos administrativos.

Inclusive, muitos tinham formação superior, com diplomas em áreas como engenharia, ciência política, contabilidade e literatura.

Outro registro interno, no entanto, classificou algumas ONGs norte-americanas como “ameaças”. Em um documento de 2021, o Hamas lamentou a dificuldade de infiltração nesses grupos e a “falta de controle de inteligência” sobre eles.

Em outro documento, os terroristas orientavam seus agentes a restringirem a atuação de entidades que se recusavam a cooperar. Um exemplo citado envolvia a Save the Children, que teria resistido a inspeções financeiras. Em resposta, o grupo palestino recomendou a imposição de medidas contra a organização.

Outro trecho afirmou que a Oxfam Internacional teria colaborado com um parceiro ligado ao Hamas em um projeto de irrigação próximo à fronteira com Israel.

+ “Israel identifica corpo de penúltimo refém do Hamas”

O relatório dizia que as árvores plantadas serviam de cobertura para ações de “resistência” islâmica. O NGO Monitor argumenta que não há indícios de que a Oxfam tivesse reconhecimento da conexão com os terroristas.

Por fim, o NGO Monitor destacou que, mesmo diante das evidências, muitas organizações humanitárias permanecem caladas diante dos crimes e perseguições do Hamas, mas não hesitam em condenar as mobilizações militares de Israel. Essa postura, segundo o relatório, contribui para uma narrativa distorcida que favorece o grupo terrorista.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.