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Guerra na Caxemira: Índia e Paquistão disputam uma área do tamanho de Roraima

Os dois países são potências nucleares e se enfrentaram quatro vezes pelo controle da região

A Caxemira tem cerca de 220 mil km², assim como Roraima | Foto: Artur Piva/ChaGPT

No meio do Himalaia, entre vales e montanhas que chegam a até 1,6 mil metros acima do nível do mar, uma região passa por quase 80 anos de disputa entre Índia e Paquistão. Trata-se da Caxemira, um lugar sem saída para o mar, encravado no sul da Ásia. É uma área mais ou menos do mesmo tamanho do estado de Roraima.

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No cerne da discórdia entre indianos e paquistaneses estão as diferenças culturais que separam dois grupos religiosos: hindus e muçulmanos. Eles brigam pelo controle desde que o Império Britânico deixou a região em 1947. E, com o passar dos anos, outro país entrou nessa disputa.

Os três ‘donos’ da Caxemira

Além da Índia e do Paquistão, a China também possui uma fatia da Caxemira. Os chineses conquistaram o pedaço em 1962. A anexação ocorreu depois de uma guerra contra os indianos — que ainda hoje reivindicam o território perdido.

A área dividida pelos três países tem cerca de 220 mil km². A Índia controla o maior pedaço: 100 mil km². O segundo lugar é do Paquistão (85 mil km²). Assim, a China administra o menor território: 35 mil km² — quase duas vezes o tamanho de Sergipe, o menor estado do Brasil.

Todos os três ‘donos’ da Caxemira são potências nucleares. Contudo, dois deles formam o maior foco de tensão: Índia e Paquistão. Essas duas nações travaram quatro guerras pelo local — e voltaram a se atacar nos últimos dias.

Índia e Paquistão entram em guerra

O primeiro embate ocorreu em 1947 e terminou com um armistício intermediado pela ONU. O cessar-fogo determinou uma divisão com terras para os dois oponentes, mas não garantiu a paz perpétua. Depois, indianos e paquistaneses voltaram aos campos de batalha em 1965, 1971 e 1999.

Até 1998, nem Índia nem Paquistão possuíam armas nucleares. O arsenal atômico estava disponível apenas no conflito de 1999. Contudo, naquela época, o número de ogivas era 20 vezes menor que o atual.

Em 1999, Índia e Paquistão somavam 16 ogivas nucleares, 8 para cada. Atualmente, os indianos têm 164 bombas atômicas, contra 170 do Paquistão. Ambos dominam a tecnologia para repor o arsenal, em caso de uso. A tensão em meio à capacidade técnica das partes é uma combinação explosiva que preocupa o mundo.

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