A intensificação do conflito entre Índia e Paquistão na região da Caxemira forçou o adiamento do concurso internacional de beleza Universal Woman, cuja terceira edição estava prevista para ocorrer em 8 de junho, na cidade de Jaipur, Índia.
A organização do evento anunciou oficialmente a decisão nesta quinta-feira, 8, e destacou que a medida foi tomada em razão da “escalada de tensões e do conflito em curso”. A atual edição do concurso teria a modelo amazonense Roci Pankov como representante do Brasil entre as cerca de 50 modelos esperadas.
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O comunicado da organização afirma que a segurança dos envolvidos foi o principal fator considerado. “Esta decisão foi tomada com a maior preocupação pela segurança e bem-estar de nossas candidatas, diretores nacionais, membros da equipe e todos os envolvidos”, diz o texto.
Apesar do cancelamento temporário, os organizadores reafirmaram seu compromisso com o projeto. “Entendemos o imenso esforço e dedicação que nossos participantes investiram e continuamos comprometidos em oferecer a eles uma plataforma segura e protegida para apresentar seus talentos e conquistas.”
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Não há nova data definida para a realização do concurso, mas a organização orientou o público a acompanhar as redes sociais oficiais para atualizações. “Fiquem atentos aos nossos canais oficiais para atualizações sobre a nova data da terceira edição do Universal Woman”, informou o comunicado.
Ao encerrar a nota, os organizadores prestaram solidariedade às vítimas da guerra. “Nossos pensamentos e orações estão com todas as vítimas e os afetados por este conflito”, disseram. “Esperamos por uma resolução rápida e pacífica para esta crise.”
Entenda a guerra entre Índia e Paquistão
O conflito pela região da Caxemira é uma das disputas territoriais mais duradouras do mundo. Índia e Paquistão reivindicam o território de cerca de 220 mil km² desde 1947, quando a Índia Britânica foi dividida.
Atualmente, a Índia controla cerca de 55% da região, como o Vale da Caxemira, Jammu e Ladakh. O Paquistão administra 30%, divididos em Azad Caxemira e Gilgit-Baltistão. A China, por sua vez, ocupa áreas menores.
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Mesmo depois de diversos tratados, como o Acordo de Simla de 1972, os confrontos armados se repetiram ao longo das décadas. Nos anos 1990, a parte indiana da Caxemira passou a enfrentar uma insurgência armada. Inicialmente, o movimento exigia independência, mas logo foi cooptado por milícias islâmicas apoiadas pelo Paquistão.
A repressão indiana provocou acusações de violações graves de direitos humanos por parte de ONGs internacionais. Organizações como a Anistia Internacional denunciam casos de assassinatos, estupros e desaparecimentos atribuídos às forças de segurança indianas. Os insurgentes também são acusados de abusos.

A população local está dividida. Uma pesquisa de 2007 apontou que 87% dos moradores de Srinagar, de maioria muçulmana, desejam a independência. Já em Jammu, região de maioria hindu, 95% preferem continuar ligados à Índia.
Diante desse cenário, o conflito segue sem solução. As propostas de independência ou redistribuição das regiões segundo a maioria étnica não avançam. A disputa envolve fatores históricos, religiosos e geopolíticos que dificultam a paz no território.
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