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González reafirma intenção de voltar à Venezuela para assumir Presidência

Adversário do ditador Nicolás Maduro segue em exílio na Espanha, mas reitera plano de retorno a Caracas em janeiro para posse nos ‘termos da Constituição’

Edmundo González comunicou prisão do genro em artigo no jornal El País | Foto: Reprodução/Redes sociais
Edmundo González comunicou prisão do genro em artigo no jornal El País | Foto: Reprodução/Redes sociais

O líder da oposição venezuelana, Edmundo González, asilado na Espanha desde setembro, garantiu nesta terça-feira, 19, que pretende voltar à Venezuela para tomar posse como presidente no dia 10 de janeiro.

González fez a declaração durante entrevista à NTN24, um canal de notícias da televisão colombiana. O político disse principalmente que “a posse será nos termos da Constituição” e perante os órgãos legislativos.

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González evita revelar planos 

Ele acrescentou que “esses planos estão em sigilo porque já me disseram que tinha uma delegação à minha espera”. González não deu mais detalhes sobre a quem se referia. Acredita-se que o político esteja falando de ameaças a sua segurança no retorno à América do Sul.

Os Estados Unidos reconheceram formalmente González como presidente eleito da Venezuela depois das eleições presidenciais de 28 de julho, informou o secretário de Estado, Antony Blinken, no Twitter/X. 

Na mesma rede social, Edmundo González agradeceu o reconhecimento e garantiu que o gesto “homenageia o desejo de mudança” do povo venezuelano. Em julho, as autoridades eleitorais venezuelanas declararam Maduro como vencedor em meio a acusações generalizadas de fraude. 

A oposição venezuelana compilou e publicou centenas de milhares de editais e afirmou que González venceu com mais de 70% dos votos. Observadores internacionais do Carter Center e da ONU concluíram que as contagens de votos publicadas pela oposição eram legítimas.

Leia também: “Procurador diz que González será preso se voltar à Venezuela”

Nicolás Maduro, contudo, permanece firmemente no poder em Caracas. O chavista insiste em dizer que as reivindicações da oposição representam teses fraudulentas. Ao mesmo tempo, o ditador usa meios de comunicação estatais para provocar e ameaçar opositores políticos.

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