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Goldman Sachs vai abandonar a agenda woke, diz jornal

Critérios como raça, orientação sexual e 'identidade de gênero' para composição do conselho de administração devem ser eliminados

Goldman Sachs
Goldman Sachs, uma das mais influentes instituições financeiras do mundo | Foto: Reprodução

O Goldman Sachs, uma das mais influentes instituições financeiras do mundo, está perto de alterar sua política interna que, ao longo dos últimos anos, adotou a agenda woke como critério para a seleção de membros do seu conselho de administração.

Leia também: O declínio da agenda woke, reportagem publicada na Edição 239 da Revista Oeste

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Segundo The Wall Street Journal, o banco vai eliminar a política baseada em critérios de diversidade, equidade e inclusão, conhecida como DEI. A decisão prevê que fatores como raça, “identidade de gênero”, orientação sexual e outros dados demográficos não serão mais considerados no processo de indicação de candidatos ao órgão.

Fontes próximas à instituição disseram ao WSJ que essa mudança ocorre depois de um pedido do National Legal and Policy Center (NLPC), entidade conservadora sem fins lucrativos que tem participação minoritária no banco.

O grupo formalizou um pedido de exclusão dos critérios de DEI em setembro e pediu que a medida fosse apresentada aos acionistas do Goldman Sachs antes da próxima assembleia anual, prevista para a primavera deste ano. Em abril de 2025, um primeiro pedido da NLPC havia sido rejeitado. “A NLPC argumentou que essas metas de DEI direcionam a empresa para uma postura politizada, não priorizam o mérito em seu quadro de funcionários e aumentam o risco jurídico”, disse a entidade, na ocasião.

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Atualmente, o comitê de governança do banco avalia candidatos com base em quatro fatores, incluindo diversidade, definida de maneira abrangente por aspectos como experiências profissionais, formação, visões de mundo, histórico militar e também por categorias demográficas relacionadas ao DEI.

Goldman Sachs pretende eliminar etnia e “identidade de gênero” como critério de seleção

Segundo as fontes, a intenção é eliminar do regulamento essas categorias, como etnia, identidade de gênero e orientação sexual, disse o WSJ.

O Goldman Sachs comunicou ao NLPC que pretende atender à solicitação e, como parte do acordo firmado entre as partes, o grupo ativista retirou sua proposta. A expectativa é que a nova redação das regras seja aprovada pelo conselho ainda em fevereiro, conforme informaram pessoas familiarizadas com as negociações.

A NLPC defende que considerar critérios de diversidade para o conselho pode aumentar o risco de discriminação, argumento que também foi levado a outras empresas. O banco já havia reduzido iniciativas voltadas ao DEI no último ano, ajustando programas como o “One Million Black Women”, retirando menções à raça e deixando de exigir conselhos de administração diversificados em empresas clientes nos EUA e na Europa Ocidental.

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No início do ano passado, acionistas do Goldman Sachs rejeitaram propostas que buscavam limitar as ações de diversidade, equidade e inclusão, mas o contexto para práticas de DEI mudou significativamente em grandes bancos e corporações.

Depois de uma ordem executiva do presidente Donald Trump, departamentos federais passaram a investigar políticas de DEI em empresas, o que alterou o cenário regulatório do setor.

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