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Fundador do Telegram é preso na França, informa mídia europeia

Justiça considera que a suposta falta de moderação do empresário russo Pavel Durov o torna cúmplice de tráfico de drogas, crimes contra crianças e fraudes

O fundador e CEO do Telegram, Pavel Durov, faz um discurso durante o Mobile World Congress, em Barcelona, na Espanha - 23/2/2016 | Foto: Albert Gea/Reuters
O fundador e CEO do Telegram, Pavel Durov, faz um discurso durante o Mobile World Congress, em Barcelona, na Espanha - 23/2/2016 | Foto: Albert Gea/Reuters

O empresário Pavel Durov, fundador do Telegram, foi preso neste sábado, 24, na França, segundo a imprensa local. Ele havia chegado do Azerbaijão e foi detido ao desembarcar de seu jato particular no Aeroporto de Le Bourget, próximo a Paris.

Jornais franceses relataram que havia um mandado de busca contra Pavel Durov, em virtude de uma investigação preliminar. A Justiça considera que a suposta falta de moderação e cooperação do Telegram com as autoridades torna o empresário cúmplice de tráfico de drogas, crimes contra crianças e fraudes.

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A Embaixada da Rússia em Paris informou à agência de notícias russa Tass que não foi contatada pela equipe de Pavel Durov depois da prisão. Moscou comunicou que agirá imediatamente para entender a situação.

A agência de notícias Reuters tentou contato com o Telegram, mas não obteve resposta, assim como o Ministério do Interior da França e a polícia, que também não comentaram.

A criação do Telegram

Pavel Durov e seu irmão Nikolai Durov criaram o Telegram em 2013. A empresa tem sede em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, embora os irmãos sejam russos.

O aplicativo, presente em vários países, oferece encriptação de mensagens e permite conversas secretas, que podem ser apagadas automaticamente depois de um tempo determinado.

Pavel Durov revelou em entrevistas que a ideia do Telegram surgiu em 2011, quando forças especiais russas tentaram invadir sua casa. Antes do Telegram, os irmãos desenvolveram a rede social “VKontakte”, em 2006, a maior da Rússia e conhecida como o “Facebook” daquele país.

A situação de Pavel Durov

“Chega de impunidade no Telegram”, comemorou um dos investigadores, surpreso que o bilionário, sabendo que era procurado na França, tenha decidido ainda assim vir a Paris, de acordo com reportagem do Le Monde.

Investigadores do Escritório Nacional Antifraude (ONAF), vinculado às alfândegas, colocaram Pavel Durov sob custódia. Ele deverá ser apresentado a um juiz de instrução ainda neste sábado, antes de uma possível acusação no domingo 25 por uma série de crimes.

“Pavel Durov acabará em prisão preventiva, disso não há dúvidas”, comentou um investigador ao grupo de mídia TF1/LCI. “Em sua plataforma, o empresário permitia que inúmeros delitos e crimes fossem cometidos, sem fazer nada para moderar ou cooperar”, disse uma fonte, sob anonimato.

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