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França prende manifestantes que interromperam concerto da Orquestra de Israel em Paris

Espetáculo foi interrompido três vezes, e a polícia francesa reforçou a segurança depois de confusão no auditório

Manifestantes acenderam sinalizadores e provocaram tumulto na apresentação da Filarmônica de Israel | Foto: Reprodução/X
Manifestantes acenderam sinalizadores e provocaram tumulto na apresentação da Filarmônica de Israel | Foto: Reprodução/X

A polícia francesa prendeu quatro pessoas em Paris depois que um grupo tentou interromper o concerto da Orquestra Filarmônica de Israel na noite de quinta-feira, 6. Espectadores protestaram durante o espetáculo na sala da Filarmônica de Paris, acenderam sinalizadores e provocaram tumulto na apresentação.

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De acordo com a direção do local, os manifestantes estavam entre o público e chegaram a provocar três interrupções. Em duas delas, o uso de dispositivos de fumaça obrigou a intervenção de outros espectadores e da equipe de segurança, resultando em confronto físico no anfiteatro. A instituição informou que registrou queixa às autoridades e declarou lamentar “os graves incidentes ocorridos”.

A segurança retirou os manifestantes da sala, e o concerto prosseguiu sem novos incidentes. Segundo o Ministério Público francês, três mulheres e um homem permanecem sob custódia por envolvimento no protesto.

Reações contra Israel e contexto internacional

Antes da apresentação, grupos ligados ao movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) e outras organizações haviam pedido o cancelamento do concerto, acusando o evento de servir para “melhorar a imagem de Israel” no exterior. A ministra francesa da Cultura, Rachida Dati, condenou o protesto e afirmou que “a violência não tem lugar em uma sala de concerto”. Ela também destacou que a liberdade artística é um princípio fundamental da República Francesa.

O caso ocorre em meio a uma crescente campanha por boicotes culturais contra Israel. Em setembro, um festival na Bélgica cancelou a participação de uma orquestra alemã que seria regida pelo mesmo maestro do evento em Paris, Lahav Shani. A decisão provocou reações contrárias de líderes europeus, que alertaram para o risco de normalização de discursos antissemitas.

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