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Fóssil sugere mudança radical em datação de Ictiossauro

O registro fóssil decisivo para a mudança no entendimento dos cientistas foi descoberto na remota ilha de Spitsbergen 

Ictiossauro
Representação do Ictiossauro no seu habitat natural. Imagem: Esther van Hulsen/Reprodução

Na remota ilha ártica de Spitsbergen — cuja população é composta por noruegueses, russos e ucranianos —, paleontólogos descobriram ossos que podem corroborar com a teoria de que antigos répteis marinhos conhecidos como ictiossauros vagaram pelos oceanos da Terra por muito mais tempo do que se pensava. Os fósseis foram datados de 250 milhões de anos, e representam a evidência mais remota de ictiossauro de que se tem notícia.  

A descoberta sugere ainda que a linha do tempo para a espécie precisa ser reconsiderada. A nova hipótese é de que o ictiossauro surgiu antes da extinção em massa do final do período geológico do Permiano — há 250 milhões de anos. A equipe de paleontólogos liderada por Benjamin Kear, da Universidade sueca de Uppsala, disse: “Esses tetrápodes marítimos pioneiros podem agora ser reformulados como sobreviventes da extinção em massa, em vez de sucessores ecológicos nas primeiras comunidades de predadores marinhos do Mesozoico”.  

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Reconstrução tomográfica de uma das vértebras do ictiossauro revela a estrutura esponjosa do osso. Imagem: Øyvind Hammer e Jørn Hurum/Reprodução

O que mais impressiona os entusiastas da paleontologia é a notável semelhança entre o ictiossauro e o golfinho moderno — se o golfinho fosse um réptil aquático gigante ao invés de mamífero. Felizmente o registro fóssil é abundante em restos de ictiossauros, o que fornece aos cientistas uma extraordinária riqueza de informações para traçar sua linha do tempo. O achado no afloramento rochoso de Spitsbergen foi decisivo para derrubar a narrativa do surgimento e adaptação da espécie de dinossauro. O artigo completo foi publicado no periódico científico Current Biology. 

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0 comentários
  1. Jacob Cândido
    Jacob Cândido

    Há enormes incoerência nessa matéria. Primeiro o tema anúncio inequívoco científico. Depois apresenta “registros fósseis decisivos”. Com cerca de 250 milhões de anos. Aprenda: NÃO EXISTE MÉTODO CAPAZ DE DATAR, ABSOLUTAMENTE, NADA COM NO MÁXIMO 6.000 ANOS. Por qual motivo você acha que os cientistas vivem errando?

  2. José Rubens Medeiros
    José Rubens Medeiros

    Já observou que a ciência não tem convicção de ABSOLUTAMENTE NADA?

    1. Vitor Marcolin

      “Convicção” não combina com a confrontação permanente de hipóteses, o que é, em essência, a prática mesma da Ciência.

    2. Agnaldo De Lima
      Agnaldo De Lima

      O conhecimento científico é empírico, ou seja, construído sobre ele mesmo. A ciência se consolida e se edifica a cada novo ciclo de observação, questionamento, hipótese e verificação. É um método preciso. A verdade não é imutável, é no máximo uma entidade oculta por diversos véus que vão se descortinando à medida que a ciência evolui.

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