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'Foi acidente de fato?', questiona Trump sobre explosão no Líbano

Teleconferência organizada pela França também contou com a participação do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Tia Dufour/Casa Branca

Teleconferência organizada pela França também contou com a participação do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Tia Dufour/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou uma investigação para apurar as causas da explosão no porto de Beirute, na última terça-feira, 4, que deixou mais de 150 mortos.

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Em videoconferência com outros chefes de Estado neste domingo, 9, Trump pressionou a comunidade internacional para descobrir o que de fato aconteceu.

“Foi acidente de fato? Se foi acidente, foi um acidente tremendamente horrível. Cabe saber: será que foi outra coisa diferente que não um acidente?”, questionou o presidente norte-americano.

A teleconferência foi organizada pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e também contou com a participação do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

LEIA MAIS: Bolsonaro anuncia ajuda e Temer vai chefiar missão brasileira no Líbano

“Uma investigação deve ser feita com muito empenho e, se houve qualquer coisa diferente do que hoje lemos, e tenho recebido diferentes leituras do que pode ter acontecido na tragédia, esperamos que ocorra uma investigação prontamente”, disse Trump.

Logo após a explosão, Trump chegou a afirmar que o desastre ocorrido na região portuária de Beirute parecia ter sido um “ataque”.

Presidente do Líbano promete investigar explosão

Na mesmo encontro, sob pressão internacional, o presidente do Líbano, Michel Aoun, prometeu investigar e responsabilizar todos os culpados pela explosão.

O governo do Líbano é acusado de negligência na explosão e está à beira de uma crise humanitária após a destruição de estoques de comida e remédios. O país também enfrenta manifestações nas ruas.

Neste sábado, 8, um grupo de manifestantes entraram em confronto com a polícia e tentaram invadir o Parlamento.

Na sexta-feira, 7, Michel Aoun, disse que a tragédia pode ter sido causada “por intervenção externa”, citando a hipótese de “um míssil”.

“Ninguém está acima da lei. Comprometi-me com cada cidadão libanês que toda pessoa cuja participação ficar comprovada será responsabilizada em conformidade com a legislação libanesa vigente”, disse Aoun.

Macron teme colapso no Líbano

O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu às lideranças políticas do Líbano que ajam para evitar o colapso do país.

O presidente francês também pediu que as autoridades políticas libanesas respondem ao apelo da população por responsabilidade. “O futuro do Líbano está em jogo”, disse ele durante conferência virtual.

Macron é o anfitrião da conferência virtual de doadores para o Líbano, apoiado pelas Nações Unidas.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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