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EUA proíbem uso de critérios como raça e gênero em processos seletivos

Agências federais norte-americanas foram instruídas a priorizar mérito e habilidades nas seleções para o serviço público

Casa Branca
Foto: Shealah Craighead/Casa Branca

Agências federais dos EUA receberam uma ordem na última quinta-feira, 29, para abandonar critérios como cor da pele, gênero, etnia ou nacionalidade nos processos seletivos. O memorando, enviado pelo Escritório de Gestão de Pessoal, determina mudanças significativas na política de contratação do governo federal.

A nova orientação foi elaborada com base em um decreto publicado pelo presidente Donald Trump em 20 de janeiro. O objetivo é reforçar a seleção por mérito e restringir a influência de fatores identitários ou religiosos durante os processos de admissão no setor público.

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“O sistema de contratação federal excessivamente complexo enfatizava demais as cotas discriminatórias de ‘equidade’ e, com muita frequência, resultava na contratação de burocratas inaptos e não qualificados”, escreveu o Escritório de Gestão de Pessoal em um memorando aos líderes das agências.

No documento do governo dos EUA, fica estabelecido que decisões sobre contratações e promoções precisam priorizar mérito, habilidades e requisitos diretamente ligados ao trabalho, e não critérios como gênero e raça. O texto orienta líderes de recursos humanos a “cessar o uso de estatísticas sobre cor da pele, sexo, etnia ou nacionalidade, ou do conceito mais amplo de ‘sub-representação’ de certos grupos” em recrutamentos.

O memorando ainda proíbe a divulgação desses dados e critica o foco excessivo das agências em candidatos vindos de universidades de elite, sugerindo que o recrutamento seja ampliado para incluir pessoas de instituições estaduais, escolas técnicas, organizações religiosas e grupos de ensino domiciliar.

+ Cultura woke começa a ser removida de universidades dos EUA

“A partir de agora, as agências devem garantir que o recrutamento de início de carreira seja focado em norte-americanos patriotas que cumprirão fielmente a Constituição e o Estado de Direito”, informa o memorando.

Desde o ano passado, grandes multinacionais norte-americanas têm abandonado o que se chama de agenda woke e deixado de fazer seleções e investimentos com base em políticas de diversidade, equidade e inclusão, conhecidas pela sigla DEI. Figuram na lista empresas como Nissan, Harley-Davidson, Ford, John Deere, Boeing e outras.

Leia também: O declínio da agenda woke, reportagem publicada na Edição 239 da Revista Oeste

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