A coalizão de sindicatos que representam os trabalhadores da saúde na Kaiser Permanente informou que deverá entrar em greve entre os dias 4 e 7 de outubro, nos Estados Unidos.
O grupo, que engloba mais de 75 mil funcionários, ameaça fazer a paralisação dos serviços se não houver um acordo salarial.
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A Kaiser Permanente é um dos maiores provedores de saúde sem fins lucrativos do país. Os pacientes pagam pela assinatura e têm acesso aos serviços de saúde da empresa.
A companhia tem 12,7 milhões de beneficiários e opera em 39 hospitais e 622 consultórios médicos, segundo informações de seu site.
Maior greve na área da saúde
Se a paralisação for confirmada será a maior greve na área da saúde dos Estados Unidos na história, de acordo com dados do Departamento de Estatísticas.
Este também seria o primeiro movimento de greve nacional na Kaiser Permanente, segundo John August, diretor de relações trabalhistas na área de saúde em Cornell e ex-diretor-executivo da Coalização de Sindicatos Kaiser Permanente, em entrevista à CNN.
Porém, nem todos os funcionários da empresa vão abandonar o trabalho nessa semana.
Boa parte dos trabalhadores sindicalizados integra o sindicato Service Employees International Union-United Healthcare Workers West (SEIU-UHW), que representa uma grande parcela de funcionários hospitalares, como profissionais de enfermagem, paramédicos, entre outros.
A SEIU-UHW integra uma coalização de oito sindicatos que planeja entrar em greve. Essa coalizão representa cerca de 40% da força de trabalho total da Kaiser Permanente.
“Continuamos otimistas de que chegaremos a um acordo e evitaremos uma greve desnecessária, que os sindicatos da Coalizão pediram a partir da manhã de quarta-feira, 4 de outubro”, disse o grupo em comunicado enviado à agência de notícias Reuters.

Os trabalhadores da coligação exigem resolução sobre a falta de mão de obra, aumento salarial e melhorias nos planos de saúde.
Se não houver nenhum acordo, a SEIU-UHW disse que os trabalhadores estão preparados para outra greve “mais longa e mais forte” em novembro, quando encerra um contrato para alguns funcionários sindicalizados no Estado de Washington.
Paralisações
O mercado de trabalho mais restrito e o aumento do custo de vida têm provocado negociações salariais por parte de sindicatos de algumas áreas e protestos em todos os setores nos Estados Unidos.
O país ainda passa pela paralisação de trabalhadores da General Motors, da Ford e da Stellantis, controladora da Chrysler. É a primeira vez que o sindicato United Auto Workers mobiliza uma paralisação nas montadoras ao mesmo tempo.
As greves também paralisaram trabalhos em Hollywood nos últimos meses. Os roteiristas anunciaram o fim de sua greve no início desta semana, mas a paralisação de atores está em andamento.
De acordo com Escola de Relações Industriais e Trabalhistas da Universidade Cornell, quase 300 greves ocorreram nos Estados Unidos.
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