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EUA não devem enviar representantes de alto escalão para a COP30 em Belém

O evento será realizado na próxima semana, no Estado do Pará

COP30 - O presidente dos Estados Unidos Donald Trump, em discurso na 80ª Assembleia-Geral da ONU | Foto: Reprodução/YouTube/ONU
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump, em discurso na 80ª Assembleia da ONU | Foto: Reprodução/YouTube/ONU

O governo dos Estados Unidos decidiu não designar representantes de alto escalão para a COP30, conferência climática da ONU programada para Belém. A informação foi confirmada por uma autoridade da Casa Branca à Reuters, reduzindo temores de que Washington participasse para influenciar ou dificultar as discussões.

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O Brasil se prepara para receber uma cúpula de líderes na próxima semana, evento que antecede as negociações da ONU sobre mudanças climáticas, previstas para durar duas semanas. Recentemente, os EUA ameaçaram impor restrições de vistos e sanções a países que apoiassem proposta da Organização Marítima Internacional, que visa diminuir emissões poluentes do transporte marítimo.

Reação dos EUA e impacto nas negociações globais

Essas medidas adotadas pelos EUA resultaram no adiamento, por um ano, da decisão da IMO sobre a implementação de uma taxa global de carbono para o setor de navegação. O posicionamento do governo norte-americano reflete declarações do presidente Donald Trump, que na Assembleia Geral da ONU, em setembro, classificou a mudança climática como “o maior golpe do mundo” e criticou políticas ambientais de outros países, alegando altos custos.

De acordo com a Casa Branca, “o presidente está se envolvendo diretamente com líderes de todo o mundo em questões energéticas, o que pode ser visto nos históricos acordos comerciais e acordos de paz que têm um foco significativo em parcerias energéticas”. O governo Trump também prioriza acordos bilaterais de energia, buscando aumentar as vendas de gás natural liquefeito para mercados como Coreia do Sul e União Europeia.

Nesta sexta-feira, 31, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que existe “espaço para um grande comércio de energia entre a China e os Estados Unidos”, destacando a demanda chinesa por gás natural no contexto das negociações tarifárias entre ambos os países. Desde o início de seu mandato, Trump anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris, decisão que só será efetivada em janeiro de 2026, o que mantém a possibilidade de participação norte-americana na COP30.

Pressão crescente e monitoramento constante sobre acordos ambientais como os da COP30

O Departamento de Estado segue avaliando o envolvimento dos EUA em pactos ambientais multilaterais. No decorrer deste ano, o governo também pressionou países engajados na elaboração de um tratado global contra a poluição plástica a rejeitarem propostas que impusessem limites à produção desse material.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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4 comentários
  1. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    A farsa do aquecimento global começa a ser desmontada pelos países que sabem . Essa teoria globalista tão “cara” à esquerda, em sentido figurado, é realmente muito “cara” para os países em desenvolvimento, em sentido real, em moeda sonante.

    1. Osmar Martins Silvestre
      Osmar Martins Silvestre

      Falhou…estava opinando: “países que sabem o que lhes convém e que tem soberania de fato para escolherem o que é melhor para eles e seus povos”

  2. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    COP 30 tremendo blefe, em uma porcaria de cidade comandada por coronéis e que não vai trazer nenhum beneficio ao meio ambiente. Festa de quem não tem o que fazer. Nossas prioridades estão muito longe desta festinha de ONG`s.

  3. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Força aí Trump, nada de privilegiar eventos faraônicos e sem nexo.

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