Os trabalhadores portuários dos EUA concordaram, na quinta-feira 3, em voltar ao trabalho e colocaram fim em uma greve de três dias que ameaçava prejudicar a economia norte-americana.
A Casa Branca chegou a pressionar os patrões, porque a paralisação afetou o preço do petróleo, já alterado em razão do conflito no Oriente Médio.
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Os empregadores dos portos ofereceram um aumento de 62% nos salários ao longo de seis anos, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.
A oferta é menor do que os 77% pedidos pelos estivadores, mas é um aumento muito maior do que a maioria dos principais contratos de trabalho.
A nova oferta, acima de uma proposta anterior de aumento de 50%, foi feita depois que a Casa Branca pressionou grandes companhias marítimas e os operadores de terminais de carga a fazerem uma nova oferta ao sindicato.
Patrões e empregados fazem comunicado conjunto
Os operadores portuários e a International Longshoremen’s Association disseram que haviam chegado a um acordo provisório sobre os salários e que os membros do sindicato voltariam ao trabalho.
Em uma declaração conjunta, as partes afirmaram que o acordo estenderia o contrato anterior, que expirou no início desta semana, até 15 de janeiro de 2025, enquanto os dois lados negociam outros pontos da pauta — incluindo a automação nas docas.
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Greve nos portos dos EUA envolveu mais de 45 mil trabalhadores

A greve de três dias envolve 45 mil trabalhadores portuários dos EUA, do Maine ao Texas. A paralisação afetou 36 portos, incluindo Nova York, Baltimore e Houston.
Foi a primeira grande paralisação da categoria desde 1977 e começou depois que as negociações para um novo contrato de seis anos com o grupo patronal United States Maritime Alliance (USMX) fracassaram.
Na quinta-feira, longas filas de navios porta-contêineres eram vistas nos principais portos dos Estados Unidos. A paralisação impediu o descarregamento e embarque de produtos que vão desde bananas até peças automotivas.
Redação Oeste, com informações da Agência Estado
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