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EUA gastam o equivalente ao 'PIB da Dinamarca' com as importações da China

Os norte-americanos são os maiores compradores das exportações chinesas

Donald Trump, dos EUA, se encontra com Xi Jinping, presidente da República Popular da China, durante reunião na Cúpula do G20 no Japão | Foto: Shealah Craighead/White House
Donald Trump se encontra com Xi Jinping, presidente da República Popular da China, durante reunião na Cúpula do G20 no Japão | Foto: Shealah Craighead/White House

Assim como o Brasil, o mundo não é para amadores. Embora sejam rivais, chineses e norte-americanos não param de comprar um do outro. Os EUA são os maiores clientes da China. Mas a balança não está equilibrada. No mercado capitalista, o lucro pendeu para o lado comunista.

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Em 2024, os EUA compraram US$ 440 bilhões em produtos da China. O valor equivale ao Produto Interno Bruto (PIB) da Dinamarca nesse mesmo período — país com um dos melhores padrões de vida do mundo.

Do lado chinês, os gastos também não são pequenos. Foram US$ 145 bilhões — valor semelhante ao total arrecadado pela Finlândia (outro país onde a vida é rica) com exportações em 2024. Mas os números não mentem: o saldo é de prejuízo para os norte-americanos — a começar pelo déficit: quase US$ 300 bilhões. É mais do que o PIB da Nova Zelândia (US$ 260 bilhões). Trata-se de outro lugar famoso pela alta renda da população — e a melhora do padrão de vida em casa é o alvo das medidas de Donald Trump, o presidente norte-americano.

O prejuízo dos EUA com a China

Depois de retornar à Casa Branca, Trump deu início a uma verdadeira guerra tarifária — a mesma que também colocou o Brasil na mira, com a ameaça de uma taxação de 50% sobre as exportações. O político não esconde o alvo: fortalecer a indústria, gerar empregos no país e, assim, melhorar a vida da população para mantê-la satisfeita.

A satisfação é a matéria-prima de todo governo que deseja se manter — mesmo em uma ditadura. A revolta popular já derrubou regimes famosos pela opressão — muitos deles liderados por partidos comunistas, como o chinês.

Os US$ 440 bilhões gastos com importações chinesas equivalem a dinheiro suficiente para pagar o salário de 7 milhões de operários da indústria norte-americana. Fato: nem todo o dinheiro gerado em uma fábrica vai para a folha de pagamento. Geralmente, é a menor parte. Porém, a caça de Trump por dinheiro vai além do comércio com Pequim.

Na mira de Trump está o alvo gordo da manada: todo o dinheiro que os chineses fazem com as vendas no mercado externo — US$ 3,8 trilhões em 2024. Daí a entrada das exportações brasileiras na rota do tarifaço da Casa Branca. O presidente dos EUA sabe: o PT, do governo Lula, é íntimo do Partido Comunista da China.

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