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EUA fecham embaixadas na Arábia Saudita, Kuwait e Líbano

Medida ocorre em meio a ataques do Irã contra alvos norte-americanos e ofensiva de Israel ao Hezbollah, em Beirute

Sul do Líbano é alvo de ataque israelense durante conflito no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X Governo Lula
Sul do Líbano é alvo de ataque israelense durante conflito no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou nesta terça-feira, 3, a suspensão das atividades de suas embaixadas na Arábia Saudita, no Kuwait e no Líbano, em meio ao agravamento da crise militar no Oriente Médio. Em Beirute, a representação diplomática permanecerá fechada por prazo indeterminado, conforme comunicado oficial que cita o aumento das tensões regionais.

A medida foi adotada depois de uma sequência de ataques atribuídos ao Irã contra alvos norte-americanos e aliados na região. Paralelamente, Israel intensificou bombardeios contra posições do Hezbollah em território libanês, incluindo áreas próximas à capital. A troca de ataques ampliou o risco de expansão do conflito para múltiplas frentes.

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EUA perdem seis militares

No Kuwait, onde está instalada uma das principais bases militares norte-americanas no Golfo, um ataque recente matou seis militares dos EUA. Autoridades locais também relataram que sistemas de defesa aérea teriam derrubado, por engano, três aeronaves americanas durante a resposta a mísseis e drones que cruzaram o espaço aéreo do país.

Na Arábia Saudita, a Embaixada americana em Riad foi alvo de incursões com drones, o que levou ao reforço imediato dos protocolos de segurança. Segundo autoridades diplomáticas, representações estrangeiras são consideradas estruturas particularmente sensíveis por seu caráter fixo e simbólico, tornando-se potenciais alvos em cenários de escalada militar.

Leia também: “Tiro ao alvo no topo de mundo”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 311 da Revista Oeste

O impacto humano do conflito também aumentou. De acordo com a organização humanitária Crescente Vermelho, o número de mortos no Irã chegou a 787 nesta terça-feira, superando o balanço anterior de 550 vítimas. Em território libanês, o Ministério da Saúde informou que ao menos 52 pessoas morreram e 154 ficaram feridas depois de ataques israelenses recentes.

Outros países do Golfo também registraram incidentes associados à crise, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein. Já Chipre, no Mediterrâneo Oriental, reforçou medidas de segurança diante do temor de que a instabilidade alcance rotas estratégicas da região.

Em Beirute, todos os serviços consulares da Embaixada dos EUA — inclusive atendimentos emergenciais — foram suspensos. Washington avalia novos ajustes em seu contingente diplomático e militar no Oriente Médio, enquanto líderes internacionais pressionam por esforços de contenção que evitem a consolidação de um conflito regional de maior escala.

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