Os Estados Unidos (EUA) buscam intermediar uma aproximação entre Israel e Síria. Para tanto, preparam a instalação de militares em uma base aérea nos arredores de Damasco. A movimentação, confirmada por fontes sírias e ocidentais à Reuters, integra o esforço norte-americano para viabilizar um acordo de segurança entre Síria e Israel.
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Washington teria participação direta nas garantias do futuro pacto, de modo similar ao cessar-fogo obtido entre Israel e o grupo terrorista Hamas. Em junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que encerrou o programa de sanções contra a Síria, para, segundo a Casa Branca, apoiar o caminho do país rumo à estabilidade e à paz. Trump inclusive já havia se encontrado com o atual presidente da Síria, Ahmed al-Shaara, um mês antes.
Inspeções realizadas por equipes do Pentágono nas últimas semanas concluíram que a pista do aeródromo está pronta para uso. Aviões norte-americanos do tipo Hércules/C-130 já pousaram no local para testes.
Dois oficiais sírios informaram que as conversas tratam de operações de logística, inteligência, reabastecimento e ações humanitárias . Sempre sob controle formal do governo sírio, solicitação de al-Shaara.
Um representante do governo norte-americano afirmou que os EUA estão “constantemente avaliando nossa postura necessária na Síria para combater o Estado Islâmico de maneira eficaz”, sem comentar possíveis locais de operação. O governo norte-americano não divulga a localização da base.
O que se sabe é que a instalação fica próxima de áreas do sul da Síria que Israel quer ver desmilitarizadas no novo entendimento.
EUA e Síria contra o Estado Islâmico
A base servirá para monitorar o pacto de não agressão que substituirá os compromissos firmados depois de 1974 e que perderam validade depois da queda do regime do ditador Bashar al-Assad.
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Os compromissos, firmados no contexto do fim da Guerra do Yom Kipur (1973), estabeleceram que haveria separação física das tropas; criação de uma zona desmilitarizada; limites para a presença militar de ambos os lados e implantação da United Nations Disengagement Observer Force (Undof).
Al-Sharaa já declarou que qualquer presença militar estrangeira deve ser acordada com o novo governo. Síria e EUA discutem também a entrada formal de Damasco na coalizão internacional contra o Estado Islâmico, grupo terrorista do qual, além da Al-Qaeda, al-Sharaa fez parte antes de romper e criar uma facção rival.
O tema, prossegue a Reuters, foi tratado durante a visita do comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, a Damasco.
Em nota, o comando norte-americano afirmou que Cooper e o enviado Thomas Barrack agradeceram ao presidente sírio por sua atuação contra o Estado Islâmico, ao destacar que o avanço poderia ajudar a realizar “a visão do presidente Trump de um Oriente Médio próspero e de uma Síria estável, em paz consigo mesma e com seus vizinhos”. Não houve menção a Israel.
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As negociações ocorrem na véspera da primeira visita oficial de um líder sírio à Casa Branca. Al-Sharaa deve se reunir com Donald Trump nos próximos dias nos EUA.
Washington queria anunciar o acordo com Israel durante a Assembleia-Geral da ONU, em setembro, mas as tratativas travaram na última hora. Ainda assim, segundo uma fonte síria, os norte-americanos pressionam para concluir o pacto até o fim do ano, possivelmente antes da chegada de al-Sharaa a Washington.






































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