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EUA bombardeiam principal centro de exportação de petróleo do Irã

Ataques atingiram 50 alvos militares na Ilha de Kharg pouco antes do fim do prazo dado por Donald Trump

A bandeira do Irã tremula em frente ao prédio de escritórios da ONU, que abriga a sede da AIEA, em Viena, Áustria - 21/5/2021 | Foto: Lisi Niesner/Reuters
A bandeira do Irã tremula em frente ao prédio de escritórios da ONU, que abriga a sede da AIEA, em Viena, Áustria - 21/5/2021 | Foto: Lisi Niesner/Reuters

Os Estados Unidos lançaram um ataque aéreo contra a Ilha de Kharg na manhã desta terça-feira, 7. A ofensiva destruiu cerca de 50 alvos militares no local, que abriga o maior centro de exportação de petróleo do Irã. Esta é a segunda vez que as forças norte-americanas bombardeiam a ilha desde o início das hostilidades.

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O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, confirmou a operação durante uma conversa com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. Segundo Vance, a ação militar não altera os planos de Washington. O bombardeio ocorreu cerca de 12 horas antes de vencer o prazo fixado por Donald Trump para que o regime iraniano libere a passagem de navios no Estreito de Ormuz.

O ultimato de Trump

Trump prometeu uma retaliação ainda maior caso o Irã ignore o horário-limite das 21h (horário de Brasília). O presidente norte-americano ameaça destruir todas as usinas elétricas e pontes do país. A Organização das Nações Unidas reagiu ao aviso e afirmou que ataques diretos contra infraestrutura civil configuram crimes de guerra e violam leis internacionais.

Líderes estrangeiros também pedem cautela. O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, apelou para que Trump desista da ideia. Luxon classificou como inaceitável qualquer bombardeio contra reservatórios de água ou bens de uso da população. O foco das potências aliadas agora tenta evitar que a guerra saia de controle.

Escudos humanos em usinas elétricas

O governo do Irã convocou a população para tentar frear os ataques. Segundo a emissora norte-americana Fox News, o Conselho Supremo da Juventude pediu que estudantes, atletas e artistas formem correntes humanas ao redor das usinas de energia. O regime trata as instalações como ativos nacionais que pertencem ao futuro dos jovens iranianos, independentemente de posições políticas.

A Guarda Revolucionária adotou uma postura ainda mais drástica. Um general do grupo incentivou pais a enviarem seus filhos para reforçar postos de controle. Essas barreiras têm sido alvos frequentes dos mísseis norte-americanos. O uso de civis como proteção é uma estratégia que o Irã já utilizou no passado para defender complexos nucleares.

Leia também: “Ataque em Istambul deixa policiais feridos perto do Consulado de Israel; vídeo”

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1 comentário
  1. PCC
    PCC

    Esses generais iranianos deveriam convocar suas famílias pra fazerem essa corrente junto às usinas.

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