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Estatal aérea argentina tem lucro operacional depois de 16 anos

A companhia dissolveu oito diretorias e exonerou aproximadamente 13% do quadro de colaboradores desde que o libertário Javier Milei assumiu o poder do país

Aerolíneas Argentinas
O prejuízo médio reportado pela companhia ao ebitda nos últimos 16 anos foi de US$ 400 milhões | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A estatal argentina Aerolíneas Argentinas encerrou 2024 com um superávit de US$ 20,2 milhões. O valor representa o primeiro lucro operacional da companhia em 16 anos, desde a reestatização em 2008.

Segundo o presidente da companhia, Fabián Lombardo, em 2025, a empresa não dependerá de aportes do governo para manter suas operações.

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Lombardo emitiu o comunicado durante uma reunião de acionistas da empresa. Na ocasião, eles aprovaram o balanço de 2023, que registrou um resultado operacional negativo de US$ 220 milhões. A estatal ainda não anunciou oficialmente o superávit de 2024.

Além disso, o prejuízo médio reportado pela companhia ao ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) nos últimos 16 anos foi de US$ 400 milhões. Em outras palavras, o indicador serve como critério para análise de investimentos empresariais. A Aerolíneas Argentinas busca reverter esse histórico com o superávit registrado em 2024.

Segundo Lombardo, a independência de aportes do governo argentino em 2025 “posicionará a Aerolíneas Argentinas como um ativo valioso que permitirá aos seus acionistas avaliar sem limitações todas as alternativas futuras da empresa”.

Estatal aérea adota corte de gastos

O corte de aproximadamente 13% do quadro de funcionários da estatal aérea resultou no ebitda positivo em 2024. Dessa forma, a estatal exonerou mais de 1,6 mil funcionários e dissolveu 85 cargos hierárquicos — 57 posições diversas, 20 funções de gestão e oito diretorias.

Nesse sentido, Lombardo afirma que o “trabalho deste ano centrou-se em aproximar a empresa dos padrões da indústria e em melhorar os seus resultados para torna-la atrativa para um lançamento no mercado quando as condições forem adequadas”.

Ele acredita que o superávit deve atrair interessados em planos de privatização, uma estratégia que o presidente argentino, Javier Milei, deseja implementar na Aerolíneas.

Leia também: “Um ano de Javier Milei”, artigo de Gustavo Segré publicado na Edição 247 da Revista Oeste

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