Os Emirados Árabes Unidos deixarão a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a partir de 1º de maio. Além disso, o país também vai deixar a Opep+, uma aliança de 14 membros da Opep mais produtores externos, como a Rússia.
A agência de notícias oficial dos Emirados Árabes, Wam, divulgou a informação nesta terça-feira, 28. Segundo o veículo estatal, a medida reflete a visão econômica de longo prazo do país.
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O governo pretende acelerar investimentos na produção doméstica de energia. O comunicado afirma que o país manterá a atuação responsável no mercado global e ajustará a produção conforme a demanda.
Emirados Árabes Unidos questionam restrições
A decisão surge em um período de tensão entre Abu Dhabi e Riad. Os dois governos divergem sobre as políticas de produção de petróleo e a influência econômica regional. Os Emirados Árabes Unidos questionam as restrições impostas pela organização, enquanto a Arábia Saudita domina a definição das cotas.

As relações entre as duas nações tornaram-se mais competitivas nos últimos anos. Os países disputam investimentos estrangeiros direta e geopoliticamente no Oriente Médio. Embora fossem aliados na intervenção militar no Iêmen desde 2015, a parceria acumula atritos.
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