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Em Davos, Milei defende livre mercado como 'único sistema justo'

O presidente argentino utilizou a Venezuela como exemplo negativo, reforçando críticas ao socialismo

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O chefe do Executivo argentino também mencionou os avanços de sua gestão ao promover desregulamentações | Foto: Reprodução/X/Gabinete do Presidente da República Argentina

Durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta quarta-feira, 21, Javier Milei, presidente da Argentina, defendeu as mudanças promovidas por seu governo e fez elogios ao sistema de livre mercado, classificando-o como o “único sistema justo”.

Milei afirmou que o capitalismo de livre mercado garante direitos essenciais, como vida e liberdade, e acrescentou: “Paralelamente, adquirimos direitos conquistados por mérito, como o direito à propriedade privada”.

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Em sua fala, o presidente utilizou a Venezuela como exemplo negativo, reforçando críticas ao socialismo.

“O socialismo sempre termina mal”, afirmou. “Com o socialismo, vemos os eventos aberrantes que ocorreram na Venezuela.”

Milei exalta sua gestão no governo da Argentina

O chefe do Executivo argentino também mencionou os avanços de sua gestão ao promover desregulamentações.

“(São) 13.500 reformas estruturais que nos permitem crescer novamente”, destacou. “Isso é Make Argentina Great Again.”

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Milei destacou que, sob sua gestão, o déficit fiscal — que era de 15% do PIB — foi eliminado, a inflação foi reduzida de 300% para 30%, o risco país caiu 2.500 pontos-base e a pobreza passou de 57% para 27%.

“Erradicamos um déficit fiscal de 15% do PIB, reduzimos a inflação de 300% para 30%, diminuímos o risco país em 2.500 pontos-base e impulsionamos o crescimento econômico, enquanto a pobreza caiu de 57% para 27%, implementando políticas públicas guiadas por valores éticos e morais”, afirmou.

Perspectivas para o futuro

Encerrando sua participação, Milei relembrou discursos de anos anteriores no mesmo fórum e afirmou que 2026 representa um marco, citando o ressurgimento das ideias de liberdade na América como evidência dessa mudança.

“Há algum tempo, o Ocidente, por alguma estranha razão, começou a virar as costas para os ideais de liberdade, e é por isso que, neste mesmo local, em 2024, afirmei que o Ocidente estava em perigo”, disse o presidente argentino. “Por sua vez, em 2025, expliquei os parasitas mentais que a esquerda semeou na humanidade. Mas 2026 é o ano em que trago boas notícias.”

Leia também: “O otimismo dos analistas com o Brasil”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 305 da Revista Oeste

Ele concluiu ao dizer que os países americanos serão responsáveis por reacender o espírito dos valores do Ocidente.

“A América será o farol que reacenderá a chama em todo o Ocidente e, ao fazê-lo, pagará sua dívida civilizacional como sinal de gratidão às suas raízes na filosofia grega, no Direito romano e nos valores judaico-cristãos”, acrescentou.

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