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Drone russo atinge prédio residencial na Romênia

Em reação, a Otan disse que está pronta para defender 'cada centímetro do território aliado'

Edifício residencial em Galati, cidade da Romênia próxima à fronteira com a Ucrânia | Foto: Reprodução/Redes sociais
Edifício residencial em Galati, cidade da Romênia próxima à fronteira com a Ucrânia | Foto: Reprodução/Redes sociais

Um drone de origem russa invadiu o espaço aéreo da Romênia e atingiu um prédio residencial em Galati, cidade próxima à fronteira com a Ucrânia. O ataque deixou dois feridos e provocou um incêndio no imóvel. Segundo o Ministério da Defesa da Romênia, o drone foi rastreado por radar até o sul da cidade antes de colidir com o edifício.

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Segundo o órgão, o ataque ocorreu durante uma sequência de bombardeios russos direcionados a alvos civis e infraestrutura ucranianos, nas proximidades do rio que separa os dois países. Durante a ação, caças F-16 decolaram da Base Aérea de Fetesti para interceptar os drones identificados próximos ao espaço aéreo do país.

Desde fevereiro de 2022, início da ofensiva russa contra a Ucrânia, esta foi a primeira vez que um drone estrangeiro atingiu uma construção residencial na Romênia, que faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar do Ocidente.

Galati, cidade romena na fronteira com a Ucrânia | Foto: Reprodução
Galati, cidade romena na fronteira com a Ucrânia | Foto: Imagem produzida com IA

O governo romeno classificou o episódio como uma “grave violação do Direito internacional” e informou que responderá ao ataque por meio de canais diplomáticos. A Romênia também solicitou à Otan o reforço de sistemas antidrone.

Ataque mobilizou equipes de socorro em Galati, na Romênia, nesta sexta-feira - 29/05/2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Ataque mobilizou equipes de socorro em Galati, na Romênia, nesta sexta-feira – 29/5/2026 | Foto: Reprodução/Redes sociais

Otan condena “imprudência” da Rússia

Depois do incidente, a Otan anunciou que ampliará suas defesas diante de ameaças, incluindo drones, e prepara um novo pacote de sanções contra a Rússia. “O comportamento imprudente da Rússia é um perigo para todos nós. Eles continuam a mirar civis e infraestrutura civil em toda a Ucrânia. E a noite passada mostrou mais uma vez que as implicações de sua guerra ilegal de agressão não param na fronteira”, declarou Mark Rutte, secretário-geral da Otan.

Ele disse ter conversado com o presidente romeno e dito que a organização “está pronta para defender cada centímetro do território aliado”. “Continuaremos a aumentar nossa prontidão para deter e nos defendermos contra qualquer ameaça, incluindo de drones.”

O presidente da Romênia, Nicusor Dan, e o ministro das Relações Exteriores da França convocaram o embaixador russo para discutir a situação, ressaltando que o país não permitirá que o conflito russo-ucraniano afete sua população. Ainda na madrugada desta sexta-feira, 29, outro drone russo atingiu um navio de carga turco, ferindo dois tripulantes, segundo a Marinha ucraniana.

Escalada dos ataques russos

Na última segunda-feira, 25, a Rússia anunciou planos para novos ataques a Kiev e reforçou o pedido para que estrangeiros e diplomatas deixem a capital da Ucrânia. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, conversou por telefone com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para reiterar esse alerta.

+ Rússia intensifica guerra e ameaça a Ucrânia

Durante o fim de semana anterior, dezenas de drones e mísseis russos atingiram a Ucrânia, resultando em quatro mortes, dezenas de feridos e destruição em diversas áreas de Kiev. Entre os armamentos utilizados, estava o míssil hipersônico Oreshnik, capaz de atingir dez vezes a velocidade do som e transportar ogivas nucleares, segundo informações de Moscou.

Os ataques recentes ocorreram depois de Moscou acusar Kiev de bombardear uma escola na região de Lugansk, sob ocupação russa, o que teria provocado 21 mortes. O presidente Vladimir Putin ordenou uma resposta militar ao episódio. No começo do mês, a Rússia já havia solicitado a saída de estrangeiros e diplomatas de Kiev, sob ameaça de ofensiva massiva caso a Ucrânia interferisse em comemorações na Praça Vermelha.

Leia também: Conflito longe dos holofotes, reportagem publicada na Edição 321 da Revista Oeste

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