O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou nas redes sociais que está em uma nova conversa com o russo Vladimir Putin. O representante da Casa Branca afirmou que o diálogo está em andamento e o definiu como “longo”. Além disso, ele afirmou, nesta quinta-feira, 16, que ambos revelarão o que foi discutido depois do encerramento da conversa.
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Os dois conversaram publicamente pela última vez em agosto, quando debateram possíveis avanços diplomáticos para encerrar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Apesar de não chegarem a um acordo, Trump e Putin conversaram por mais de duas horas, dando início às negociações para a paz.
O encontro, inclusive, foi marcado pelo slogan “pursuing peace” (“em busca da paz”). Na época, o norte-americano destacou: “Tivemos uma reunião extremamente produtiva, e muitos pontos foram acordados.” Contudo, os dois não chegaram a um acordo de paz na ocasião. Mesmo assim, Trump disse que “Putin quer ver isso [a paz] tanto quanto eu”.
Trump falou da possibilidade de vender mísseis à Ucrânia
Na segunda-feira 13, o presidente dos EUA falou brevemente sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. O norte-americano afirmou que, se o conflito não terminasse, venderia Tomahawks para as forças de Kiev. O sistema de mísseis citado por Trump é capaz de atingir alvos a mais de mil quilômetros de distância e alcança velocidade de até 885 km/h.
A declaração foi dada enquanto o presidente norte-americano viajava para Israel, onde participou de uma celebração sobre o acordo de paz entre o país judaico e grupo terrorista Hamas. Em seus discursos e em postagens nas redes sociais, Trump tem se posicionado como um grande negociador na finalização de guerras.
“Pusemos fim a oito guerras em oito meses”, disse o republicano no Parlamento israelense. “Quando se põe fim a oito guerras, é porque não se gosta de guerras.” Na conta, o presidente dos EUA considerou sua atuação nos seguintes conflitos:
- Camboja X Tailândia;
- Kosovo X Sérvia;
- República Democrática do Congo X Ruanda;
- Paquistão X Índia;
- Israel X Irã;
- Egito X Etiópia;
- Armênia X Azerbaijão; e
- Israel X Hamas.
Trump também tem resgatado a ideia de peace trough strength, ou “paz pela força”, em tradução livre. A expressão, popular nos EUA, defende a ideia de que o poder militar é a melhor forma de impedir agressões de outros países. Desta maneira, a demonstração de força bélica é uma das principais garantias para o fim das guerras.
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“Si vis pacem, para bellum.” Se queres a paz, prepara-te para a guerra. (Vegecio, Roma, IV d.C.)
A “paz pela força” é o que funciona e sempre funcionou no mundo real. O restante é pura retórica.
O problema é que essa turminha “pacifista” confunde a paz politicamente possível (ausência de guerra) com paz transcendental.