O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou a possibilidade de um ataque militar na Venezuela. A declaração ocorreu nesta sexta-feira, 31, em resposta a jornalistas. Interpelado sobre eventuais incursões contra o regime de Nicolás Maduro, o republicano respondeu, de forma direta: “Não”.
A negativa contrasta com relatos da imprensa norte-americana que indicavam o contrário. Na véspera, o The Wall Street Journal (WSJ) divulgou que autoridades do país analisavam possíveis bombardeios a instalações do narcotráfico no território venezuelano.
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Segundo o jornal, o Exército dos EUA já mapeou alvos, como base navais, pistas de pouso, portos e aeroportos, controlados pela ditadura chavista.
O Miami Herald foi além. O veículo afirmou que Washington já havia autorizado os ataques e poderiam ocorrer a “qualquer momento”. No entanto, nenhum outro jornal confirmou a informação.
Apesar de negar o ataque direto, Trump mantém forte presença militar perto da costa venezuelana. Navios de guerra, caças e drones norte-americanos patrulham a região com o objetivo declarado de interceptar embarcações ligadas a cartéis de drogas.
O republicano já autorizou operações da CIA no país vizinho. Também afirmou que prepara ações terrestres contra rotas do tráfico na América Latina. Fontes da CNN relataram que o plano inclui ofensivas contra laboratórios de cocaína e pontos logísticos dentro da Venezuela.
Maduro reage e acusa Trump de tentar derrubá-lo do poder
Maduro afirmou que os EUA usam o combate ao narcotráfico como pretexto para provocar uma mudança de regime. Na última semana, ele ordenou exercícios militares para proteger o litoral venezuelano de “operações encobertas”.
Washington o acusa de chefiar o Cartel de Los Soles — organização criminosa ligada ao alto escalão militar.
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Trump dobrou a recompensa por sua captura, fixando o valor em US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 270 milhões). O governo norte-americano também classificou os cartéis latino-americanos como organizações terroristas.
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