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Donald Trump acelera demissões de integrantes do deep state

Presidente avança em sua promessa de 'drenar o pântano' ao substituir quadros ligados a administrações anteriores

Trump
O caso mais impactante foi a exoneração em massa de cerca de 400 colaboradores da Avaliação Nacional do Clima | Foto: Reprodução/Flickr

Ao completar cem dias de governo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a demissão de funcionários ligados ao chamado deep state. A medida faz parte de uma ofensiva contra integrantes da elite burocrática e ideológica, que, segundo ele, dificultam a execução de mudanças no governo federal.

Até o momento, as demissões atingiram órgãos estratégicos ligados ao meio ambiente, à diplomacia e à cultura. As medidas evidenciam uma tentativa deliberada de retomar o controle da máquina pública.

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O caso mais impactante foi a exoneração em massa de cerca de 400 colaboradores da Avaliação Nacional do Clima (NCA), responsável pelo principal relatório do governo norte-americano sobre os supostos impactos das mudanças climáticas. O documento, previsto para 2028, perdeu quase toda a equipe técnica, e sua continuidade permanece incerta.

Trump justificou a decisão com base na Lei de Pesquisa sobre Mudanças Globais, de 1990. Além disso, ele sinalizou que pretende rever o escopo e o viés do relatório, que adota uma visão “alarmista” sobre o clima.

Durante a campanha à Casa Branca, Trump acusou os relatórios climáticos oficiais de serem produzidos por ativistas disfarçados de cientistas.

A exoneração coletiva na NCA seguiu essa lógica: afastar técnicos que, segundo a Casa Branca, se recusavam a revisar métodos e premissas do estudo. A equipe afastada reunia nomes ligados a universidades, ONGs ambientais e ex-integrantes dos governos de Barack Obama e Joe Biden.

Trump demite marido de Kamala Harris e alerta sobre reformas do governo

Outra medida de impacto foi a demissão de Doug Emhoff — marido da ex-vice-presidente Kamala Harris — do Conselho do Museu Memorial do Holocausto.

A dispensa ocorreu por meio de carta oficial da Casa Branca, que informou a Emhoff e aos demais indicados que seus serviços não seriam mais necessários. O gesto veio em meio a tensões diplomáticas e pressões crescentes sobre a posição dos EUA no conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

+ Leia também: “Trump tenta banir transgêneros das Forças Armadas”

Estamos drenando o pântano”, disse Trump. É muito simples. E os dias de governo por burocratas não eleitos acabaram.”

Em rede nacional, Trump afirmou que não aceitará resistência interna às reformas do governo. Ele argumenta que sua administração “recuperará o poder dessa burocracia irresponsável” e, como resultado, restaurará “a verdadeira democracia na América novamente”.

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