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Dois senadores democratas frustram planos de Biden no Congresso

Democratas precisavam de 51 votos para destravar agenda no Senado, mas dois senadores do partido se recusaram a apoiar proposta, em derrota para o governo Biden

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Eleição de Joe Biden causa pavor nos produtores de petróleo | Foto: Gage Skidmore/Flickr

Com o controle da Casa Branca e da Casa dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados), o Partido Democrata tem esbarrado em dificuldades no Senado — e os responsáveis são dois membros da própria sigla.

Em sua composição atual, o Senado dos Estados Unidos é dividido meio a meio entre democratas e republicanos, mas a vice-presidente da República, Kamala Harris, tem o poder de decidir em caso de empate, já que, pela Constituição, ela também preside o Senado.

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No momento, uma das prioridades do Partido Democrata é se livrar da regra que exige o apoio de 60 senadores (de um total de 100) para aprovar projetos que não tenham o consentimento dos dois partidos  — ou seja, grande parte das medidas propostas pelo governo. Se a norma for derrubada, bastarão 51 votos para aprovar novos projetos de lei. Mas a ideia é controversa, porque forneceria uma ferramenta que pode ser usada por outros grupos políticos no futuro, para prejudicar os democratas.

A mudança nas regras era necessária, para que os democratas pudessem prosseguir com uma proposta de reforma eleitoral que, no papel, pretende facilitar o acesso dos eleitores às urnas, ao eliminar normas estaduais vistas como muito restritivas. Para os republicanos, entretanto, a medida ameaça a lisura do sistema eleitoral, por aumentar a possibilidade de fraude. Sem consenso, os democratas tentaram se livrar da regra dos 60 votos. Mas, para isso, seria preciso ter o apoio de 51 senadores (ou pelo menos 50, para que Kamala Harris desse o voto de minerva). Acontece que dois senadores democratas se recusaram a apoiar a proposta de Biden: Joe Manchin, de Virgínia Ocidental, e Kyrsten Sinema, do Arizona. Sem eles, o plano fracassou nesta semana. E não foi a única derrota recente da liderança do Partido Democrata.

Em dezembro, a resistência de Manchin e Sinema também resultou na rejeição de um plano do governo Biden para a economia que custaria pelo menos US$ 3,5 trilhões. Dentre outras coisas, a medida asseguraria creches gratuitas para todas as crianças de até 6 anos de idade e também criaria um gordo pagamento mensal a boa parte das famílias: seriam US$ 300 por mês (cerca de R$ 1.600) por criança de até 6 anos, e US$ 250 para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Mas, temendo as repercussões do programa sobre o Orçamento, a senadora do Arizona não garantiu apoio à proposta. E o parlamentar de Virgínia Ocidental, após meses de negociação, anunciou que se oporia ao projeto. “Eu sempre disse: ‘Se eu não posso voltar para casa e explicar, eu não posso votar a favor de algo’. Apesar dos meus melhores esforços, eu não posso explicar o Build Back Better Act em Virgínia Ocidental, e eu não posso votar para mover adiante essa proposta legislativa mastodôntica”, disse Manchin, referindo-se ao projeto do governo Biden.

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3 comentários
  1. Ana Paula F.
    Ana Paula F.

    Aleluia! Ainda tem almas pensantes dentro desse partido das trevas!

  2. Adonis Crivelli Neto
    Adonis Crivelli Neto

    Há, então, alguma sensatez entre os jihadistas democratas. Bom para os EUA, ruim para a turma do “a caminho da Venezuela”.

  3. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Nem a Russia e China fariam um estrago tão grande como esse plano de DAR dinheiro para delinquentes. kkkkkk
    Os EUA entrarão em guerra civil nos próximos 5 anos…sem sombra de duvida… se isso for aprovado.
    GENTE SOCIALISTA É UMA MERDA!

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