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Documentos revelam convite do ex-príncipe Andrew a Epstein

Em setembro de 2010, o empresário sugeriu um encontro privado, ao que Andrew respondeu oferecendo o Palácio de Buckingham como local da reunião

A família real sugeriu que Andrew se mudasse para o Frogmore Cottage, antiga residência do príncipe Harry | Foto: Reprodução/Redes sociais
Em agosto de 2010, Epstein também sugeriu ao então príncipe uma apresentação a uma jovem russa de 26 anos | Foto: Reprodução/Redes sociais

Trocas de mensagens entre o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor e Jeffrey Epstein revelam que o empresário foi convidado para um jantar reservado no Palácio de Buckingham pouco depois de ter deixado a prisão domiciliar em 2010.

Epstein, em setembro daquele ano, sugeriu um encontro privado, ao que Andrew respondeu oferecendo o palácio como local para um jantar.

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Dois dias depois da proposta inicial, Andrew reforçou o convite por e-mail, afirmando estar disponível entre 16h e 20h e permitindo que Epstein levasse quem desejasse.

Em agosto de 2010, Epstein também sugeriu ao então príncipe uma apresentação a uma jovem russa de 26 anos, mencionando que ela estaria em Londres entre os dias 20 e 24.

Andrew respondeu que ficaria “encantado em encontrá-la”, porém os documentos não deixam claro se o encontro ocorreu.

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Consequências para Andrew

No ano passado, Andrew perdeu todos os títulos reais e precisou deixar a residência oficial em Windsor, depois de intensificadas denúncias sobre seu vínculo com Epstein.

A publicação do livro de memórias de Virginia Giuffre, que acusa Andrew de agressão sexual quando ainda era menor de idade, aumentou a pressão sobre o ex-príncipe e provocou forte reação no Reino Unido.

A liberação recente de arquivos relacionados ao caso Epstein reuniu cerca de 4.500 documentos

“Lista de clientes” de Epstein

A pressão por transparência aumentou no ano passado, quando o governo Trump cogitou liberar a chamada “lista de clientes” de Epstein.

Em julho, o Departamento de Justiça negou a existência da lista e se recusou a divulgar novos documentos, o que gerou críticas de democratas e outros grupos.

O Congresso, então, aprovou uma lei exigindo a publicação dos arquivos depois que Trump aceitou a medida em meio à pressão política.

Leia também: “Tempestade perfeita”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 307 da Revista Oeste

Os documentos também mostram que Epstein manteve contato frequente com pessoas influentes, como Elon Musk e Howard Lutnick, secretário de Comércio do governo Trump.

Entre 2012 e 2014, Epstein e Musk trocaram mensagens sobre possíveis encontros na Flórida ou no Caribe.

Em setembro de 2012, Epstein convidou Musk para visitar sua ilha, ao que o empresário respondeu: “Parece bom, vou tentar ir”. Em postagem recente, Musk disse que recusou o convite de Epstein.

Pressão por transparência e novos desdobramentos

Já Howard Lutnick, mesmo depois de afirmar ter cortado relações com Epstein, planejou uma viagem à ilha em 2012, levando famíliares e amigos. Os dois chegaram a marcar um almoço.

Nos anos seguintes, o relacionamento se manteve: em 2017, Epstein contribuiu para um jantar beneficente em homenagem a Lutnick e, em 2018, trocaram mensagens sobre possíveis parcerias contra planos de construção próximos à Coleção Frick, museu vizinho às suas residências.

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