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Ditadura cubana anuncia falta de combustível para aviação

Empresas aéreas de EUA, Espanha, Panamá e México, principais afetadas, ainda não detalharam como pretendem lidar com o desabastecimento

O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel
O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel | Foto: Foto: Reprodução/ Redes sociais

A ditadura cubana advertiu as companhias aéreas internacionais que operam na ilha de que, a partir desta segunda-feira, 9, o país ficará sem combustível de aviação devido ao cerco petrolífero dos Estados Unidos. A agência EFE confirmou a informação com duas fontes ligadas ao setor.

Empresas aéreas de Estados Unidos, Espanha, Panamá e México, principais afetadas, ainda não detalharam publicamente como pretendem lidar com o desabastecimento — cenário que pode provocar mudanças em rotas, frequências e horários dos voos no curto prazo.

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Situações semelhantes já ocorreram no país, tanto durante o período especial dos anos 1990 quanto em crises recentes. Nessas ocasiões, as companhias aéreas optaram por ajustar suas rotas, incluindo paradas adicionais para abastecimento em países como México ou República Dominicana.

Os voos mais impactados ligam Cuba a destinos como Miami, Tampa e Fort Lauderdale (Estados Unidos), Madri (Espanha), Cidade do Panamá (Panamá) e Cidade do México, Mérida e Cancún (México). Há também conexões regulares para Bogotá, Santo Domingo e Caracas.

Pressão internacional e agravamento da crise

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma ordem em 29 de janeiro em que ameaça com tarifas os países que forneçam petróleo a Cuba, alegando risco à segurança nacional.

Essa medida intensificou a pressão energética já existente desde 3 de janeiro, quando, depois da captura do ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, Washington encerrou o envio de petróleo venezuelano à ilha.

Trump aconselhou o regime cubano a negociar “antes que seja tarde demais”, enquanto autoridades cubanas afirmam estar abertas ao diálogo, mas negam qualquer negociação em andamento.

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Ditadura cubana não produz energia suficiente

Cuba produz apenas cerca de um terço da energia de que necessita. O restante depende de importações, principalmente da Venezuela — que em 2025 representaram cerca de 30% do total —, além de compras menores do México e da Rússia.

Diante da crise, o regime cubano anunciou recentemente um plano emergencial rigoroso, incluindo a suspensão da venda de diesel, redução do funcionamento de hospitais e repartições públicas e fechamento de hotéis, para tentar sobreviver sem as importações de petróleo e derivados.

Com seis anos de recessão, inflação alta, falta de itens básicos, apagões frequentes e forte migração, Cuba enfrenta esta nova escalada de restrições dos Estados Unidos em situação especialmente vulnerável.

Leia também: “O NYT e a ‘estrategista’ Delcy Rodríguez”, artigo de César Báez publicado na Edição 308 da Revista Oeste

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