publicidade
Mundo

Cuba aceita negociar com Donald Trump em meio ao colapso econômico

Decisão ocorre depois de os EUA cortarem o fornecimento de combustível para a ilha

O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel
O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira, 5, que seu governo está disposto a negociar com a administração de Donald Trump. A declaração ocorreu durante uma entrevista coletiva de duas horas, convocada às pressas em Havana. Conforme informações do jornal The Wall Street Journal, Díaz-Canel impôs como condição que qualquer diálogo ocorra sem exigências prévias e com respeito à soberania da ilha comunista.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

A disposição para o diálogo surge em um momento de implosão econômica no país caribenho. O governo dos Estados Unidos identificou recentemente o regime cubano como uma “ameaça incomum e extraordinária” por causa de suas alianças com Rússia, China e Irã. Depois da captura de Nicolás Maduro na Venezuela, o governo Trump agiu para sufocar o fornecimento de petróleo que sustenta a ilha, agravando a escassez de energia e insumos básicos.

Crise humanitária e pressão de Washington

O jornal The Wall Street Journal destaca que os cubanos enfrentam apagões severos e falta de alimentos, medicamentos e produtos básicos. A situação deve piorar nas próximas semanas com o esgotamento total das reservas de combustível. Sem recursos para comprar inseticidas, a ilha também sofre com surtos de doenças transmitidas por mosquitos, o que sobrecarrega os centros de saúde locais. Díaz-Canel declarou que a rendição não é uma opção, mas admitiu que o país se prepara para um possível estado de guerra.

Em Washington, aliados de Trump buscam interlocutores dentro do governo cubano para facilitar uma transição de regime ainda neste ano. O presidente norte-americano afirmou nesta semana que Cuba provavelmente procuraria os Estados Unidos para fechar um acordo por causa da gravidade da situação. Segundo o jornal, Trump descreveu o cenário como uma crise que não precisa se tornar humanitária, desde que o regime aceite negociar os termos impostos pela Casa Branca.

Isolamento de Cuba depois da queda de Maduro

A dependência cubana do petróleo venezuelano, que já vinha diminuindo por causa da má gestão econômica, terminou abruptamente no mês passado. Sem o apoio de Caracas e sob sanções rigorosas, o regime de Díaz-Canel enfrenta o pior isolamento desde o colapso da União Soviética. A administração Trump mantém a estratégia de pressão máxima e exige o afastamento de Cuba das potências rivais dos Estados Unidos como condição para aliviar o bloqueio econômico.

Leia também: “Venezuela aprova 1ª etapa de projeto de anistia a opositores do chavismo”

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    Possível estado de guerra? Vão usar o que? Baladeiras com bolas de gude?

  2. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Cuba lançou! Adeus , Castro e famílias mamamadores nos miseráveis das favelas de Havana velha.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.