O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reposicionou a Groenlândia no centro da política internacional. O republicano impôs tarifas, revelou conversas com líderes europeus e reforçou o plano de anexar a maior ilha do mundo ao território norte-americano.
Os EUA mantêm na Groenlândia uma base militar desde 1951. Conforme Oeste, o interesse norte-americano na ilha não começou com Trump, mas remonta ao século 19, por razões de segurança e pela presença de minérios estratégicos.
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“Não tem volta”, escreveu o republicano na rede Truth Social, em referência ao plano de anexação.
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Ele adicionou à publicação duas imagens geradas por inteligência artificial. Na primeira, aparece ao fincar a bandeira dos EUA na Groenlândia, ao lado do secretário Marco Rubio e do vice-presidente J. D. Vance.
Na segunda, Trump se encontra com líderes europeus no Salão Oval, onde uma tela mostra o mapa com Canadá, Groenlândia e Venezuela representados como parte dos EUA.


Emmanuel Macron propõe encontro em Paris
Nesta terça-feira, 20, Trump divulgou uma troca de mensagens privadas com o presidente da França, Emmanuel Macron, no qual o líder europeu afirma: “Eu não entendo o que você está fazendo na Groenlândia”.
No texto, o francês ainda sugeriu dois encontros em Paris na quinta-feira 22: um com membros do G7, incluindo representantes da Rússia e da Ucrânia, e outro, privado, com o presidente norte-americano. Ambos ocorreriam depois do Fórum de Davos.
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“Estamos totalmente alinhados em relação à Síria”, escreveu Macron a Trump. “Podemos fazer grandes coisas em relação ao Irã. Não entendo o que você está fazendo em relação à Groenlândia. Vamos tentar construir grandes coisas: 1) Posso organizar uma reunião do G7 depois de Davos em Paris na quinta-feira à tarde. Posso convidar os ucranianos, os dinamarqueses, os sírios e os russos à margem. 2) Vamos jantar juntos em Paris na quinta-feira antes de você voltar para os EUA.”
Antes disso, Trump já havia criticado o cenário político enfrentado por Macron, cujo mandato termina em 2027. O francês havia recusado integrar o Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, iniciativa defendida por Trump para atuar na reconstrução da região.
Em reação, o norte-americano ameaçou impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses. Também afirmou que “ninguém quer ele [Macron], porque estará fora do cargo logo”.
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Trump também criticou a decisão do Reino Unido de devolver o arquipélago de Chagos às Ilhas Maurício. O republicano chamou o gesto de “grande estupidez” e “ato de total fraqueza”. “Não há dúvidas de que China e Rússia notaram esse ato de total fraqueza”, disse.
Trump também citou Mark Rutte, atual secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte. O republicano compartilhou uma mensagem do dia 10 de janeiro, quando os EUA atacaram posições dos terroristas muçulmanos na Síria.
“Estou comprometido em encontrar uma forma de avançarmos sobre a Groenlândia”, escreveu Rutte. “Mal posso esperar para te ver.”
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O gesto aumentou a pressão sobre uma parcela dos países europeus — aqueles que se posicionaram contra a anexação da Groenlândia pelos EUA. No sábado 17, o governo republicano impôs uma tarifa de 10% sobre produtos exportados por essas nações.
Diante dos acontecimentos, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu uma mudança de postura do bloco. Em pronunciamento, afirmou que a Europa precisa aceitar a nova realidade geopolítica e buscar “capitalizar essa oportunidade”.
“Se a mudança é permanente, a Europa precisa mudar permanentemente também”, disse. “É a hora de aproveitar a oportunidade e construir uma nova Europa independente.”






































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