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Delcy Rodríguez promete eleições 'livres e justas' na Venezuela

Apesar da promessa, a líder interina afirmou considerar o ex-ditador Nicolás Maduro o 'presidente legítimo'

Delcy relatou que mantém conversas com autoridades dos EUA e recebeu convite para visitar Washington | Foto: Reprodução/Flickr

Delcy Rodríguez, que exerce a liderança interina na Venezuela, afirmou nesta quinta-feira 12, estar comprometida com eleições “livres e justas”. O anúncio ocorreu em meio a questionamentos sobre a legitimidade do processo eleitoral no país.

Quando jornalistas a indagaram sobre o compromisso com eleições transparentes, ela esclareceu: “Absolutamente, sim”.

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Em entrevista ao canal NBC, Delcy Rodríguez esclareceu que o processo ocorrerá conforme previsto na Constituição e destacou que o diálogo político definirá e decidirá o calendário eleitoral.

Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão de Delcy Rodríguez, afirmou na segunda-feira, 9, que o país não realizará eleições enquanto as autoridades considerarem necessária a estabilização, sem detalhar o que isso significa.

Declarações divergentes

Críticos têm questionado com frequência as votações venezuelanas, especialmente a eleição de 2024, que a oposição denunciou como fraudulenta e que Estados Unidos, a União Europeia e outros países não reconheceram.

A gestão anterior, liderada pelo ex-ditador Nicolás Maduro, detido em Nova York desde 3 de janeiro depois de uma ação de forças norte-americanas, enfrentou grandes protestos e a prisão de milhares de manifestantes durante sua administração.

Durante a entrevista, Delcy reforçou que Maduro ainda é considerado o “presidente legítimo” da Venezuela. Questionada sobre quem governa o país, respondeu: “Eu estou no comando da presidência”.

“Posso afirmar que o presidente Nicolás Maduro é o presidente legítimo”, afirmou a líder interina. “Digo isso como advogada. Tanto o presidente Maduro quanto Cilia Flores, a primeira-dama, são inocentes.”

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Delcy prepara viagem aos EUA

Ela também argumentou que o processo eleitoral exige “um país livre de sanções”.

“É justiça para a Venezuela e justiça para o povo venezuelano”, afirmou.

Delcy relatou que mantém conversas com autoridades dos EUA e recebeu convite para visitar Washington.

Segundo a líder interina, a decisão sobre a viagem ainda está em análise. Ela não informou datas nem nomes da eventual comitiva.

“Estamos considerando ir para lá assim que estabelecermos essa cooperação e pudermos avançar com tudo”, disse.

Leia também: “Os ventos da liberdade”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 309 da Revista Oeste

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