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Debate em comissão da Câmara reúne María Corina Machado e Edmundo González

Por videoconferência, opositores do ditador Nicolás Maduro vão analisar o processo eleitoral da Venezuela e comentar as atas

González atas eleitorais venezuela
Os oposicionistas Edmundo González e María Corina Machado, durante comício na Venezuela - 23/07/2024 | Foto: Comando Con Vzla y José Altuve

A ex-deputada María Corina Machado e o diplomata aposentado Edmundo González vão participar de um debate sobre o processo eleitoral da Venezuela, por videoconferência, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, na terça-feira 3, às 14h30.

Os opositores do ditador Nicolás Maduro foram convidados pelos deputados Luiz Phillipe de Orleans e Bragança (PL-SP), Mário Frias (PL-SP), Lucas Redecker (PSDB-RS), General Girão (PL-RS) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

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Além de María Corina e González, devem participar representantes do Centro Carter, da Missão de Observação Eleitoral, do Instituto Atlas Intel e do Portal Votoscopio.

Emissário de María Corina Machado vem ao Brasil

venezuelanos ditadura
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro (à esq), e o presidente Lula (à dir), durante recepção ao chavista, no Palácio do Planalto – 29/5/2023 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Na semana passada, o observador internacional Gustavo Silva desembarcou no Brasil, a pedido de María Corina.

Durante quatro dias, Silva se encontrou com parlamentares da direita e explicou a fraude na eleição venezuelana. O observador trouxe algumas atas eleitorais, que mostram que González venceu Maduro, com mais de 67% dos votos. O chavista conseguiu apenas 31%.

Em uma sessão do Conselho Permanente da OEA, convocada por quase uma dezena de países para discutir a situação da Venezuela, o Centro Carter reiterou que o processo eleitoral venezuelano careceu de transparência e afirmou que a recusa do Conselho Nacional Eleitoral em divulgar as atas infringe os padrões internacionais.

“O sistema eletrônico de votação funcionou”, disse Jennie Lincoln, especialista do Centro que liderou a missão de observação composta de 17 pessoas. “O governo da Venezuela, os partidos políticos de oposição e todos os testemunhas e observadores nos 30.026 locais de votação conhecem os verdadeiros resultados das eleições de 28 de julho.”

Leia também: “A farsa da Venezuela”, reportagem publicada na Edição 228 da Revista Oeste

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