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Cristina Kirchner presta depoimento presencial em novo processo por corrupção

Ex-presidente argentina é acusada de integrar rede de subornos entre políticos e empresários

Cristina Kirchner
Kirchner utiliza tornozeleira eletrônica desde junho do ano passado | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner compareceu à Justiça na manhã desta terça-feira, 17. Ela responde a um novo processo sobre uma suposta rede de subornos entre políticos e empresários nos anos 2000. Kirchner já cumpre pena de seis anos de prisão em regime domiciliar por outra condenação de corrupção.

A ex-mandatária governou o país entre 2007 e 2015. Ela utiliza tornozeleira eletrônica desde junho do ano passado. Este depoimento marca a primeira participação presencial de Kirchner no julgamento, que começou em novembro por videoconferência.

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Uma nova condenação pode chegar a dez anos de prisão, com possibilidade de manutenção do regime domiciliar. O julgamento deve ultrapassar o ano de 2026.

Desde o começo da manhã, apoiadores da ex-presidente se reuniram em frente à residência de Kirchner, em Buenos Aires. O grupo levava bandeiras e faixas com a frase “Cristina livre”. Em resposta, ela acenou para os simpatizantes antes de ir ao tribunal.

Nas redes sociais, Kirchner classificou o julgamento como uma “farsa processual” em suas redes sociais. Além disso, ela criticou a obrigatoriedade do depoimento presencial. “Quando o Poder Executivo não dá pão e trabalho ao povo… o Judiciário e a mídia hegemônica criam um circo… É batata”, publicou.

Acusações contra Kirchner incluem associação ilícita

A Justiça acusa Kirchner e outros 85 réus de formarem uma “associação ilícita” entre 2003 e 2015. O esquema envolveria o recebimento de propinas em contratos de obras públicas. A acusação aponta Kirchner como a principal beneficiária da rede iniciada no governo de Néstor Kirchner.

Leia também: “Milei chama opositores de bando de ladrões”

A prova central do caso consiste em anotações de um motorista ligado ao antigo Ministério do Planejamento. Os registros detalhariam pagamentos em dinheiro. A defesa da ex-presidente, no entanto, contesta a veracidade do material e tenta anular o processo, mas a Justiça rejeitou os recursos.

Além disso, ela afirma que o governo do atual presidente Javier Milei utiliza o processo para desviar a atenção de problemas econômicos do país.

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