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Covid-19: Italiana grávida se recupera utilizando tratamento com plasma

Patrizia Vincenzi de 28 anos, que estava na na 24ª semana de gestação, deu entrada no hospital em 9 de abril, e logo foi levada ao departamento de pneumologia, mas não conseguiu se recuperar com os ventiladores respiratórios, o que causaria danos ao feto.

“O plasma me fez renascer”, afirmou Patrizia Vincenzi, em sua 24ª semana de gestação

Foto: PxHere

Em Mântua, uma comunidade italiana localizada na região da Lombardia, foi registrado o primeiro caso no mundo de cura da covid-19 por meio de transfusão de sangue de pacientes que já haviam enfrentado a doença.

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Patrizia Vincenzi de 28 anos deu entrada no hospital em 9 de abril, na 24ª semana de gestação. Logo foi levada ao departamento de pneumologia, mas não conseguiu se recuperar com os ventiladores respiratórios, o que causaria danos ao feto.

Em meio às notícias, os profissionais decidiram utilizar o plasma — a parte líquida do sangue — de pacientes já recuperados da covid-19, de acordo com o portal italiano La Luce di Maria.

Esse tipo de transfusão já foi utilizada com sucesso no tratamento do mers, em 2012; da sars, em 2003; e da gripe espanhola, em 1918.

“O plasma me fez renascer. Fiquei muito abatida, mas encontrei profissionais extraordinários. A bebê que nascerá será chamada de Beatrice Vittoria. Porque vencemos esta batalha”, afirmou a paciente, que permaneceu 13 dias internada.

Luca Richeldi, diretora de Pneumologia da Policlínica Gemelli, em Roma, explicou: “A terapia plasmática é uma prática médica em vigor desde o fim do século 19, com muita validade e eficácia”.

Plasma no Brasil

Em São Paulo, o Hospital Albert Einstein pediu autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para fazer tratamento experimental com o plasma de pacientes já recuperados da covid-19. Um tratamento experimental só pode ser iniciado após o aval da Conep.

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), a agência responsável por regulamentar a fabricação de medicamentos no país, já está fazendo tratamento experimental com o plasma sanguíneo para tentar obter a cura da doença.

Em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, o pesquisador e médico oncologista do Albert Einstein Alessandro Leal afirmou que “se trata de um tratamento promissor, visto que a vacina levará de 12 a 18 meses para alcançar sucesso”.

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