publicidade
Mundo

Correios dos EUA anunciam bloqueio de pacotes vindos da China

Decisão ainda não tem data para ser implementada no país

O mercado de correios contempla uma rede de mais de 650 mil agências e 5,3 milhões de funcionários em todo o mundo | Foto: Roman Odintsov/Pexels
O mercado de correio contempla uma rede de mais de 650 mil agências e 5,3 milhões de funcionários em todo o mundo | Foto: Roman Odintsov/Pexels

O Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS), serviço de correios do país, anunciou nesta quarta-feira, 5, que deixará de aceitar encomendas provenientes da China e de Hong Kong. No entanto, a decisão não tem efeito imediato e não há previsão para sua aplicação.

A medida foi anunciada depois que os EUA impuseram uma tarifa de 10% sobre os produtos chineses e encerraram uma exceção alfandegária que permitia que encomendas de pequeno valor entrassem no país sem pagar impostos, segundo a Associated Press.

Receba nossas atualizações

Leia mais notícias de Mundo em Oeste

O serviço postal barato e direto ajuda essas empresas a manterem os custos baixos, assim como a isenção de minimis, que anteriormente permitia que as remessas fossem isentas de impostos se seu valor fosse inferior a US$ 800.

Cerca de 1,36 bilhão de remessas entraram nos EUA através da cláusula de minimis em 2024, um aumento de 36% em relação a 2023, de acordo com dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

Leia mais:

Correios como arma na guerra tarifária

Atualmente, as encomendas de minimis são unidas para que a alfândega possa liberar centenas ou milhares de remessas de uma só vez, mas agora elas precisarão de liberações individuais, o que aumenta a carga para os serviços postais, de acordo com a agência Reuters.

O provedor de logística Easyship, por exemplo, aconselhou seus clientes a estabelecerem centros de distribuição dentro dos EUA. Essa atitude reflete o objetivo do presidente norte-americano, Donald Trump, que enxerga na taxação externa uma forma de incentivar o mercado interno.

O presidente dos EUA, Donald Trump, segura uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, em Washington - 31/1/2025 | Foto: Carlos Barria/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, segura uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, em Washington – 31/1/2025 | Foto: Carlos Barria/Reuters

A varejista de fast-fashion Shein e a loja on-line Temu, que vendem produtos que vão de brinquedos a smartphones, cresceram rapidamente nos EUA graças, em parte, à isenção de minimis.

As duas empresas juntas foram responsáveis por mais de 30% de todos os pacotes enviados aos EUA todos os dias sob a cláusula de minimis, disse o Congresso norte-americano em um relatório de junho de 2023.

Leia também: “A China pode unir ou contagiar o Ocidente”, artigo de Adriano Gianturco publicado na Edição 95 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Ricardo Contieri
    Ricardo Contieri

    É o velho ditado: – Se dermos um dedo, logo irão querer o braço todo. Tudo tem limite na vida.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.