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Coromandel: a cidade mineira dos diamantes

Município em Minas Gerais destaca-se pela extração legal da pedra e por ser berço das três maiores já encontradas no país

Diamantes em estado bruto, sem lapidação
Diamantes em estado bruto, sem lapidação | Foto: Jacques Lepine/Estadão Conteúdo

Com menos de 30 mil habitantes, Coromandel (MG) se destaca pela abundância de diamantes, que é referência nacional na extração das pedras.

A aproximadamente 500 quilômetros de Belo Horizonte, o município é um dos poucos com autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM) para realizar atividades garimpeiras, em virtude da presença de centenas de kimberlitos — rochas vulcânicas que trazem os diamantes à superfície.

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A produção dessas pedras é regulada por normas da ANM e de órgãos ambientais. Ao todo, 80 empresas e cooperativas autorizadas conduzem os trabalhos na região.

As gemas extraídas passam pela certificação Kimberley, antes de irem ao mercado. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita do município é de quase R$ 55 mil, superior ao de Belo Horizonte, que é de quase R$ 42 mil.

Diamantes fazem parte do cotidiano local

Conforme reportagem do g1, é comum o hábito de moradores circularem com pequenos diamantes de baixo valor em bolsos ou bolsas.

O fenômeno se deve à facilidade de acesso às pedras. Em 2024, a Polícia Civil contabilizou apenas três roubos na cidade, sem registros de sequestros, homicídios ou extorsões, de acordo com dados oficiais.

Coromandel ganhou notoriedade, por ser o berço dos três maiores diamantes do Brasil: o “Getúlio Vargas” de 727 quilates, encontrado em 1938; o segundo maior, de 646,78 quilates, localizado em maio de 2025, e o “Darcy Vargas”, de 460 quilates, achado em 1939.

Segundo o prefeito Fernando Breno, “para Coromandel, é motivo de muito orgulho e de alegria possuir as três maiores pedras de diamante do Brasil”.

“Nossa cidade nasceu, por causa das descobertas das pedras preciosas, tanto que o Monumento do Centenário, que fizemos em 2023, foi uma estátua do garimpeiro Joaquim Venâncio e a réplica da maior pedra do Brasil, a Getúlio Vargas, de 726 quilates”, disse o chefe do Executivo, ao g1. “Os diamantes abriram as portas para a cidade estar hoje entre as 100 mais do agronegócio brasileiro.”

Leia também: “A guerra do futuro”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 283 da Revista Oeste

O município recebe 2% da receita bruta da venda de diamantes, deduzidos os tributos, conforme a Compensação Financeira pela Exploração Mineral. Empresas e cooperativas precisam manter processos minerais ativos. A ANM realiza fiscalizações semestrais, essenciais para emissão do certificado Kimberley, documento obrigatório para exportação legal.

Em maio deste ano, um diamante bruto de 646,78 quilates, o segundo maior do país, foi descoberto em Coromandel, avaliado em R$ 16 milhões. Esse valor gera R$ 320 mil em tributos ao município, como informou a Agência Nacional de Mineração (ANM).

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