A Coreia do Norte reconheceu o clérigo Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã. Em comunicado nesta terça-feira, 10, o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano manifestou apoio ao novo comando do regime islâmico.
“Em relação ao recente anúncio oficial de que a Assembleia de Especialistas do Irã elegeu o novo líder da Revolução Islâmica, respeitamos os direitos e a escolha do povo iraniano de eleger seu líder supremo”, informou Pyongyang, conforme a agência estatal KCNA.
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A ditadura de Kim Jong-un também criticou as operações dos Estados Unidos e de Israel no Oriente Médio. Nesse sentido, classificou as ações militares como uma “intervenção indisfarçável” nos assuntos internos de Teerã.
“Expressamos séria preocupação e denunciamos veementemente os atos de agressão dos EUA e de Israel”, declarou um porta-voz do ministério. “[Essas ações] estão destruindo as bases da paz e da segurança regionais e escalando a instabilidade mundial ao montar ataques militares ilegais contra o Irã.”
Trump questiona permanência do novo líder do Irã
A ascensão de Mojtaba ocorreu depois da morte de seu pai, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou a escolha. Segundo Trump, a permanência de Mojtaba no cargo dependeria do aval de Washington.
“Se ele não tiver nossa aprovação, não vai durar muito”, afirmou em entrevista à ABC News.
Na segunda-feira 9, durante coletiva na Flórida, o norte-americano argumentou que o conflito no Oriente Médio pode terminar em breve. No entanto, destacou que o governo norte-americano não tolerará um novo regime hostil no Irã.
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“Não queremos outro presidente que não esteja disposto a fazer o que eu estou disposto a fazer pelo bem do mundo, pelo bem da nossa nação”, elencou. “Eu adoraria ajudá-los, mas eles precisam estar em um sistema que permita que sejam ajudados, e agora estão em um sistema que só permite o fracasso.”
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