Um avião da companhia Air Corsica, que fazia a rota entre Paris e Ajaccio, foi obrigado a permanecer em voo por quase uma hora na noite da última segunda-feira, 15, por causa do adormecimento do controlador aéreo responsável pelo aeroporto local. O caso levou a Direção-Geral da Aviação Civil (DGAC) da França a abrir uma investigação.
De acordo com informações confirmadas pela DGAC, o controlador estava sozinho na torre de controle no momento em que o voo solicitou autorização para pousar. Como a pista não estava iluminada e a torre não atendia às tentativas de contato, o piloto manteve a aeronave em órbita enquanto buscava alternativas. Foi cogitada a possibilidade de desviar o avião para Bastia, a cerca de 100 quilômetros de Ajaccio. Somente depois da intervenção dos bombeiros, que despertaram o controlador, a situação foi resolvida. O pouso ocorreu em segurança, segundo as autoridades.
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Avião ficou por quase uma hora no ar
A aeronave, identificada como voo XK 777, havia partido do aeroporto de Orly, em Paris. Uma passageira registrou em vídeo parte do episódio, divulgado nas redes sociais. Nas imagens, o piloto comunica aos passageiros: “Ainda não temos notícias dos bombeiros”. Em seguida, ele agradece a “paciência” dos ocupantes do avião.
O jornal francês Corse Matin citou a reação do comandante, que afirmou: “Em várias décadas de carreira, nunca tinha tido que lidar com uma situação assim”. Embora a aeronave tenha permanecido em órbita por quase uma hora, o impacto no cronograma oficial foi menor: o avião pousou em Ajaccio com cerca de 20 minutos de atraso em relação ao horário programado, diferença explicada pelo fato de o voo ter decolado antes do previsto em Paris.

A DGAC esclareceu que não houve descumprimento do quadro mínimo de pessoal, já que dois controladores estavam escalados. No entanto, o segundo profissional encontrava-se em pausa no momento em que o problema ocorreu. A entidade também informou que a ocorrência não está ligada ao sistema conhecido como “clairances”, que permite dispensar controladores de serviço quando a demanda é considerada baixa pela hierarquia.
O controlador envolvido passou por testes de álcool e de entorpecentes, todos com resultado negativo. Ele deverá ser submetido a consulta com o médico do trabalho e terá um encontro com seu superior. Uma eventual sanção administrativa está em avaliação.
A investigação em curso busca apurar em detalhes como a falha aconteceu e quais medidas poderão ser adotadas para evitar novos episódios semelhantes, descritos por especialistas do setor como “muito excepcionais”.
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