O cortejo de tochas do Prêmio Nobel da Paz de 2025 será realizado, mas sem a coordenação do Conselho Norueguês da Paz, que reúne 17 organizações dedicadas à promoção da paz. A política venezuelana María Corina Machado, escolhida pelo comitê do Nobel neste ano, receberá a homenagem por sua atuação na defesa da democracia na Venezuela.
O Conselho Norueguês da Paz informou que decidiu não organizar o evento “depois de um rigoroso processo de consulta entre nossas organizações-membro”. Em nota, a entidade declarou que alguns métodos da laureada não correspondem aos princípios do conselho, como a promoção do diálogo e de ações não violentas.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
“Respeitamos o Comitê Nobel e o Prêmio Nobel da Paz, mas precisamos permanecer fiéis aos nossos valores e ao movimento pacifista que representamos”, afirmou Eline H. Lorentzen, presidente do conselho, ao jornal VG. Ela acrescentou que a instituição pretende retomar a celebração tradicional em edições futuras.
Conselho do Nobel também recusou organizar o evento em 2012
A cerimônia seguirá sob responsabilidade da ONG Aliança Norueguesa de Justiça Venezuelana. O cortejo tradicional percorre o centro de Oslo até o hotel que recebe o laureado e ocorre desde a década de 1950. Em 2012, o conselho recusou organizar o evento, quando concederam o Nobel à União Europeia.
O Comitê Norueguês do Nobel justificou a escolha de María Corina Machado ao destacar seu trabalho “na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e na busca por uma transição pacífica da ditadura para a democracia”. A política se tornou símbolo da resistência à ditadura de Nicolás Maduro e da continuidade da revolução socialista iniciada por Hugo Chávez.
Leia também: “Governo Lula boicota prêmio Nobel da Paz de María Corina”









































Nicarágua,cuba ,brasil , Venezuela criminosos da extrema esquerda